Sem novos fundamentos, preços do café se consolidam em alta devido valorização do real nesta 2ª feira (04)
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Os preços do café encerram a sessão desta segunda-feira (04) com ganhos nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, a valorização do real impulsionou os preços, após a moeda brasileira atingir a máxima em 3,5 semanas em relação ao dólar. O real mais forte desestimula as exportações dos produtores de café do Brasil.
Para o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, a volatilidade do mercado segue por conta dos baixos estoques (tanto nos países produtores como nos consumidores), e ficou mais intensa com a taxação de Trump.
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Relatório da Pine Agronegócios destaca que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao café brasileiro produz impacto moderado nesse momento, tendo em vista que os
compradores americanos já estavam ausentes das compras e estão em completo compasso de espera. "Muitos participantes do mercado esperam que até o dia 06/08/25 seja anunciado que o café entre também na lista de exceção das tarifas adicionais,contudo, caso não ocorra, os compradores americanos poderão viver um cenário muito negativo na originação, onde encontrarão a Colômbia com oferta restrita e nenhum outro grande país capaz de cobrir o Brasil e ainda com fundos ainda bem comprados estoques baixos, o que pode ser um grande fator altista para os futuros em NY", completou o documento.
Neste final de semana, a China aprovou 183 novas empresas brasileiras de café para exportar produtos para o mercado chinês. As novas licenças de exportação chinesas são válidas por cinco anos, segundo a postagem feita no sábado (02) pela embaixada chinesa no Brasil em uma rede social.
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Levantamento da Safras & Mercado, a colheita de café no Brasil segue em bom ritmo, e atingiu 90% da safra 2025/26 até o dia 30 de julho. A colheita do café canéfora (conilon/robusta) está praticamente encerrada, com 98% da safra colhida, e do arábica a colheita atingiu 85% da produção estimada.
Em NY, o arábica fecha com alta de 435 pontos no valor de 288,55 cents/lbp no vencimento de setembro/25, e um ganho de 410 pontos nos de dezembro/25 e março/26 no valor de 281,65 cents/lbp e 275,10 cents/lbp.
Já o robusta registra alta de US$ 91 negociado por US$ 3,421/tonelada no contrato de setembro/25, um avanço de US$ 79 no valor de US$ 3,338/tonelada no de novembro/25, e um aumento de US$ 71 no valor de US$ 3,287/tonelada no de janeiro/26.
Mercado Interno
Segundo Carvalhaes, as fortes e repentinas oscilações nas bolsas de Nova Iorque e Londres continuam dificultando o fechamento de negócios no mercado físico brasileiro.
Nas áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas, o Café Arábica Tipo 6 registra baixa de 2,63% em Araguari/MG no valor de R$ 1.850,00/saca, uma alta de 1,65% em Franca/SP no valor de R$ 1.850,00/saca, e um ganho de 1,14% em Guaxupé/MG negociado por R$ 1.781,00/saca. O Cereja Descascado encerra com alta de 1,36% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 1.865,00/saca, e uma valorização de 1,08% em Guaxupé/MG no valor de R$ 1.879,00/saca.
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