Café sobe forte em Londres e NY nesta 3ª feira, com clima adverso no Vietnã e no Brasil
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A terça-feira (21) foi de novas altas para os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York. O dia se encerrou com ganhos de quase 2% entre os principais vencimentos, levando o dezembro de volta aos 415,05 cents de dólar por libra-peso, enquanto o maio fechou o pregão com 364,85 centavos/lb.
O mercado subiu, novamente, em cima de previsões climáticas adversas para o Brasil, enquanto encontrou ainda um suporte adicional no dólar em queda frente ao real e também nos ganhos que se registraram para o robusta na Bolsa de Londres. E neste último caso, as altas foram também em função de clima adverso, mas neste caso do Vietnã.
Os últimos dias foram de chuvas intensas e cheias em regiões produtoras vietnamitas, o que segue dando suporte aos futuros, em função do temor de uma nova redução de oferta, após problemas sérios já acumulados nas últimas safras. E há previsão de mais chuvas fortes para os próximos dias no país. Os ganhos entre os principais contratos do robusta foram de US$ 98,00 a US$ 106,00 por tonelada, levando o janeiro a US$ 4559,00 e o maio a US$ 4331,00.
De outro lado, "o café arábica tem se beneficiado da preocupação com a seca no Brasil". Segundo as informações mais atualizadas da Climatempo, o estado de Minas Gerais recebeu apenas 49% da média histórica de chuvas para a região na semana encerrada em 21 de novembro.
Ainda de acordo com informações da Climatempo compiladas pelo Escritório Carvalhaes, "no final de semana o tempo seco vai continuar predominando sobre as áreas produtoras de café do centro-sul do país e as instabilidades vão diminuir também entre a Bahia e o Espírito Santo. No início da próxima semana há previsão para o avanço de uma nova frente ou fria pelo litoral do Brasil e vai voltar a mudar o tempo de forma significativa sobre o interior do Sudeste".
ALTAS NO BRASIL
No mercado físico brasileiro, os preços também subiram forte, acompanhando os ganhos nas bolsas internacionais e apesar do recuo do dólar. No arábica, para o tipo 6 bebida dura os ganhos variaram de 0,8% a 2,2%, como foi o caso da praça de Campos Gerais/MG, onde a saca terminou o dia com R$ 2355,00. Já para o cereja descascado, as altas passaram de 1%, com Guaxupé/MG fechando a terça-feira com R$ 2363,00 e o Varginha com R$ 2450,00 por saca.
Já no disponível do conilon, no Espírito Santo, o tipo 7/8 com fechou com R$ 1312,00 por saca e alta de 0,92%, no Centro do Comércio de Vitória. Na referência da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel, o tipo 7 fechou com 1,52% de alta de R$ 1340,00.
"O mercado físico brasileiro segue calmo, com um volume pequeno de negócios fechados. Há grande interesse comprador para todos os padrões de café", explica o diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.
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