Preços do café seguem instáveis, pressionados pela chuvas nos principais países produtores
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Os preços do café seguem com fortes oscilações, pressionados pelo clima nos principais países produtores. Na manhã desta sexta-feira (30), as bolsas internacionais recuavam nos futuros mais próximos."Até que haja uma estimativa mais precisa sobre volume de café na atual temporada, a volatilidade de preços tende a permanecer", explicou pesquisadores do Cepea.
Segundo o Barchart, os preços do arábica sofrem com a pressão da previsão de chuvas constantes em Minas Gerais na próxima semana, e o robusta pela previsão de precipitações esporádicas no Planalto Central do Vietnã nos próximos 10 dias.
Informações da Reuters apontam que o clima no Brasil tem sido mais favorável do que no ano passado, contribuindo assim para a produção de arábica na safra 2026. Com isso, muitos produtores da variedade esperam que a safra deste ano seja igual ou ligeiramente superior à safra de 2025, enquanto os de canéfora do Espírito Santo preveem que a produção cairá.
Relatório do Itaú BBA destaca que nos próximos meses, as cotações tendem a seguir sensíveis ao clima irregular e ao ambiente geopolítico."O desenvolvimento climático no Brasil deve continuar no centro das atenções do mercado, já que o período é decisivo para a granação", completa o documento.
Às 10h (horário de Brasília), o arábica registrava baixa de 470 pontos no valor de 340,80 cents/lbp no vencimento de março/26, um recuo de 450 pontos no valor de 324,30 cents/lbp no de maio/26, e um recuo de 395 pontos negociado por 318,20 cents/lbp no de julho/26.
O robusta trabalhava com queda de US$ 17 no valor de US$ 4,162/tonelada no contrato de março/26, e uma perda de US$ 18 no de maio/26 e julho/26 cotado por US$ 4,078/tonelada e US$ 3,978/tonelada.
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