Melhor perspectiva de oferta segue derrubando os preços do café nas bolsas internacionais

Publicado em 10/02/2026 10:18 e atualizado em 10/02/2026 11:35
Mercado mantém volatilidade na manhã desta 3ª feira (10)

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Nos últimos dias, os preços do café seguem recuando fortemente nas bolsas internacionais, após estimativa da Conab indicar uma safra recorde brasileira para 2026. Na manhã desta terça-feira (10), as bolsas caminhavam em lados opostos, com o arábica registrando ganhos moderados e o robusta recuando nos futuros mais próximos, em Londres. 

Os dados divulgados na última quinta-feira (05) pela Conab apontam que a produção brasileira em 2026 deverá crescer 17,2% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 66,2 milhões de sacas, com a produção de arábica registrando um aumento de 23,2%, com um total de 44,1 milhões de sacas, e a de robusta aumentando 6,3% em relação ao ano anterior, para 22,1 milhões de sacas.

Segundo o Barchart, os futuros em NY também estão pressionados pela redução da oferta de café da Colômbia, o segundo maior produtor mundial de arábica. A Federação Nacional 
de Cafeicultores da Colômbia informou que a produção colombiana em janeiro caiu 34% em relação ao ano anterior, para 893.000 sacas.

De acordo com o analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, essa movimentação de agora é reflexo da percepção do mercado de que, apesar dos estoques 
ainda estarem justos e concentrados em poucas origens, a entrada do grão do Vietnã (em janeiro-26 o país asiático exportou entre 3,40-3,70 milhões de sacas) o mundo não terá problemas com abastecimento no curto prazo, até a entrada da próxima safra brasileira 26/27 (que será a partir do final do próximo abril/26).

Às 10h (horário de Brasília), o arábica registrava ganho de 105 pontos no valor de 300,90 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 85 pontos no valor de 294,70 cents/lbp no de maio/26, e uma perda de 45 pontos negociado por 289,05 cents/lbp no de julho/26.

Já o robusta trabalhava com queda de US$ 19 no valor de US$ 3,815/tonelada no contrato de março/26, uma desvalorização de US$ 16 no valor de US$ 3,754/tonelada no de maio/26, e um recuo de US$ 7 cotado por US$ 3,671/tonelada no de julho/26.

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Por:
Raphaela Ribeiro
Fonte:
Notícias Agrícolas

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