Valorização do real consolida fortes altas no preço do café no fechamento da sessão desta 3ª feira (24)
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Segundo o Barchart, a valorização do real nesta terça-feira (24) provocou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros de café, desestimulando as exportações dos cafeicultores brasileiros. Este cenário consolidou uma forte alta nos preços nas bolsas internacionais no fechamento da sessão, com NY e Londres avançando em mais de 2% nas cotações mais próximas.
Nos últimos dias, os preços do café têm estado sob pressão da expectativa de uma safra brasileira recorde em 2026. De acordo com o engenheiro agrônomo e consultor em cafeicultura, Jonas Leme Ferraresso, o clima nos primeiros meses de 2026 contribuiu para um bom desenvolvimento da produtividade da safra de 2026 no Brasil.
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Previsão do Climatempo aponta que a partir desta quarta-feira as pancadas de chuva perdem intensidade sobre o Sul de Minas e o Triângulo Mineiro, mas seguem mais persistentes no Espírito Santo, que pode alcançar um volume de cerca de 30 mm. A segunda metade da semana e o final de semana também será marcada por instabilidades nas áreas produtoras de café, com pancadas ocorrendo de forma recorrente e persistente, com acumulados próximos de 20 mm, especialmente na quinta e sexta-feira. Já no Sul de Minas, são esperados os maiores volumes nesse período.
Em NY, o arábica encerra o dia registrando a valorização de 710 pontos no valor de 288,25 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 745 pontos negociado por 285,50 cents/lbp no de maio/26, e uma alta de 670 pontos no valor de 280,30 cents/lbp no de julho/26.
Já o robusta fecha com o aumento de US$ 121 no valor de US$ 3,663/tonelada no contrato de março/26, um ganho de US$ 80 cotado por US$ 3,640/tonelada no de maio/26, e uma alta de US$ 81 no valor de US$ 3,570/tonelada no de julho/26.
Mercado Interno
Boletim do Escritório Carvalhaes destaca que o mercado físico brasileiro de arábica abriu a semana com volume baixo de negócios fechados, enquanto o de conilon apresenta um número mais expressivo de negócios fechados. "Os produtores de arábica mostram pouca disposição em vender o café que ainda resta da atual safra 2025/2026 nas bases oferecidas pelo mercado, que recuam com as quedas nas bolsas em Nova Iorque e Londres e com o fortalecimento do real frente ao dólar. Há interesse comprador para todos os padrões de café", completa ainda o documento.
Nas áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas, o Café Arábica Tipo 6 encerra com alta de 3,72% em Araguari/MG no valor de R$ 1.950,00/saca, um aumento de 2,73% em Franca/SP negociado por R$ 1.880,00/saca, e um ganho de 2,04% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 2.000,00/saca. Já o Cereja Descascado registra queda de 1,58% em Guaxupé/MG no valor de R$ 1.886,00/saca, e um aumento de 1,79% em Poços de Caldas/MG cotado por R$ 2.280,00/saca.
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