Café fecha em alta em Nova York nesta segunda (9) e mercado segue sustentado por riscos logísticos e queda nas exportações do Brasil

Publicado em 09/03/2026 17:08
Arábica se aproxima novamente do patamar de 300 cents por libra-peso na ICE Futures US, enquanto robusta encerra o dia com variações mistas em Londres.

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O mercado futuro do café encerrou o pregão desta segunda-feira (9) com valorização nas cotações do arábica na Bolsa de Nova York, enquanto o robusta negociado em Londres terminou o dia com movimentações mistas entre os principais vencimentos. O comportamento das cotações reflete um cenário de incertezas no mercado internacional, que segue atento ao fluxo global da commodity, ao desempenho das exportações brasileiras e aos riscos logísticos que podem afetar o comércio mundial.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do café arábica fecharam o dia em campo positivo entre os principais vencimentos. O contrato março/26 encerrou a sessão cotado a 299,80 cents por libra-peso, com alta de 415 pontos. Já o vencimento maio/26 terminou o dia a 297,10 cents por libra-peso, registrando ganho de 360 pontos, enquanto o contrato julho/26 fechou a 291,15 cents por libra-peso, com valorização de 245 pontos.

No mercado do robusta, negociado na Bolsa de Londres (ICE Europe), os preços encerraram o pregão com comportamento misto. O contrato março/26 terminou o dia cotado a US$ 3.830 por tonelada, com alta de 3 pontos. O vencimento maio/26 fechou a US$ 3.771 por tonelada, com baixa de 1 ponto, enquanto o contrato julho/26 finalizou a sessão a US$ 3.668 por tonelada, registrando queda de 11 pontos.

Entre os fatores que continuam dando suporte às cotações do café estão as preocupações com possíveis interrupções logísticas no comércio global. Relatórios recentes do mercado internacional indicam que tensões geopolíticas no Oriente Médio seguem elevando os custos do transporte marítimo e aumentando as incertezas sobre rotas comerciais estratégicas. Esse cenário tem levado operadores a manter posições compradas no mercado futuro, já que qualquer dificuldade no fluxo global de mercadorias pode impactar a disponibilidade de café nos principais centros consumidores.

Além disso, os participantes do mercado seguem atentos às condições climáticas no Brasil, maior produtor e exportador mundial de café. O desenvolvimento das lavouras para o ciclo 2026/27 continua sendo monitorado, especialmente após períodos de irregularidade climática observados em algumas regiões produtoras nos últimos meses.

Outro ponto de atenção para os agentes do mercado é o patamar elevado das cotações internacionais. Com o arábica novamente próximo de 300 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York, o mercado permanece sensível a movimentos técnicos e ajustes de posições por parte de fundos e investidores, o que pode intensificar a volatilidade nas sessões.
 

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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