Café volta a cair em NY e Londres nesta 6ª feira, com mercado já sentindo pressão da safra brasileira
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O mercado futuro do café iniciou esta sexta-feira (17), em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento de ajuste após as altas recentes e, principalmente, a entrada gradual da safra brasileira no radar dos agentes.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica opera com variações mistas. O contrato maio/26 é cotado a 296,60 cents/lb, com alta de 15 pontos. O julho/26 recua para 290,20 cents/lb, com baixa de 20 pontos. Já o setembro/26 opera em 277,55 cents/lb, com alta de 20 pontos.
Na ICE Europa, o robusta apresenta queda mais consistente. O contrato maio/26 é cotado a US$ 3.418 por tonelada, com baixa de 56 pontos. O julho/26 opera em US$ 3.292 por tonelada, com recuo de 55 pontos. O setembro/26 é negociado a US$ 3.225 por tonelada, com queda de 53 pontos. Já o novembro/26 aparece em US$ 3.178 por tonelada, com baixa de 42 pontos.
O movimento desta manhã ocorre após um fechamento pressionado na véspera, quando o mercado passou a precificar de forma mais clara a entrada da safra brasileira. Esse fator tende a aumentar a oferta disponível nas próximas semanas, limitando avanços mais expressivos nas cotações.
Do ponto de vista internacional, trata-se de um ajuste técnico combinado com fundamentos de oferta, já que o Brasil segue como principal referência global. A expectativa de maior disponibilidade no curto prazo pesa especialmente sobre o robusta, que vinha sustentando altas mais fortes.
No Brasil, a leitura segue mais cautelosa. Mesmo com a pressão externa, o ritmo de comercialização ainda é moderado, com produtores avaliando os níveis de preços e o avanço da colheita antes de intensificar as vendas.
O clima também segue no radar. Segundo informações do Climatempo, o tempo seco predomina nas principais regiões produtoras entre o Sudeste e a Bahia, com temperaturas em elevação e máximas próximas dos 30°C. Esse cenário favorece o avanço dos trabalhos de campo, mas mantém atenção sobre a umidade nas lavouras.
Chuvas mais pontuais podem atingir áreas de São Paulo e sul de Minas Gerais ao longo do fim de semana, mas com baixos volumes. Já no Sul do Brasil, a formação de um ciclone mantém as instabilidades mais concentradas, sem impacto direto relevante sobre as principais áreas cafeeiras.
O início desta sexta-feira reforça um cenário de transição no mercado. Enquanto o exterior reage à expectativa de maior oferta brasileira, o produtor ainda atua de forma estratégica, acompanhando clima, câmbio e oportunidades antes de avançar na comercialização.
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