Café sobe em Nova Iorque e Londres com clima e oferta ainda no radar do mercado
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Os contratos futuros do café operavam em alta nas bolsas internacionais nesta terça-feira (26), em um movimento sustentado pelas preocupações com o clima em importantes regiões produtoras e pela oferta ainda ajustada no mercado global.
Na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US), o arábica avançava nos primeiros vencimentos. O contrato julho/26 subia 140 pontos, cotado a 273,75 cents/lbp. O setembro/26 tinha alta de 125 pontos, negociado a 266,05 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 avançava 105 pontos, valendo 258,00 cents/lbp.
Em Londres (ICE Europe), o robusta também trabalhava no campo positivo. O julho/26 subia 63 pontos, negociado a US$ 3.519 por tonelada. O setembro/26 avançava 67 pontos, cotado a US$ 3.377 por tonelada, enquanto o novembro/26 tinha valorização de 59 pontos, valendo US$ 3.294 por tonelada.
O mercado segue monitorando as condições climáticas em regiões produtoras da Ásia e do Brasil. Segundo análise publicada pelo Barchart, os riscos climáticos globais continuam dando sustentação aos preços, principalmente diante das incertezas sobre produtividade e qualidade da safra em diferentes origens.
No Brasil, a colheita ganha ritmo, mas ainda há preocupação com chuvas em algumas áreas produtoras, fator que pode impactar a qualidade dos cafés recém-colhidos e atrasar os trabalhos no campo. Além disso, produtores seguem cautelosos nas negociações, limitando uma pressão maior sobre os preços.
Outro ponto acompanhado pelo mercado é a estrutura da cafeicultura brasileira. Levantamento feito pelo Sebrae mostra que 54% dos cafeicultores do país são pequenos produtores, o que reforça a sensibilidade do setor às oscilações climáticas e aos custos de produção.
O avanço das cotações também ocorre em meio à continuidade dos estoques globais apertados e à demanda ainda firme no mercado internacional, especialmente para cafés de melhor qualidade.
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