Café afunda nas bolsas com avanço da colheita e pressão da oferta brasileira
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Os preços do café encerraram esta quarta-feira (3) com fortes baixas nas bolsas internacionais. O mercado voltou a ser pressionado pelo avanço da colheita brasileira e pelas expectativas de uma oferta mais robusta em 2026, cenário que pesou principalmente sobre os contratos do arábica em Nova Iorque.
O contrato julho/26 do café arábica fechou cotado a 253,10 cents/lb, com queda de 610 pontos. O setembro/26 recuou 525 pontos, encerrando a sessão a 247,60 cents/lb. Já o dezembro/26 perdeu 480 pontos e terminou negociado a 240,45 cents/lb.
Em Londres, o movimento também foi negativo. O robusta julho/26 fechou a US$ 3.371 por tonelada, com baixa de US$ 91. O setembro/26 caiu US$ 57, para US$ 3.278 por tonelada, enquanto o novembro/26 recuou US$ 51, encerrando o dia a US$ 3.206 por tonelada.
O mercado segue ajustando posições diante do avanço da colheita brasileira, que ganha ritmo nas principais regiões produtoras. A entrada do café novo no mercado aumenta a percepção de oferta no curto prazo e reforça a pressão sobre os preços futuros. Analistas também observam o crescimento das estimativas para a safra brasileira 2026/27, que pode atingir volume recorde, favorecida pelo ciclo positivo do arábica e pelas boas produtividades observadas em diversas regiões produtoras.
Apesar da pressão sobre as cotações, o mercado continua monitorando fatores que podem limitar quedas mais intensas, como os baixos estoques globais de café e as incertezas climáticas para os próximos meses no Brasil. Ainda assim, neste momento, o avanço da colheita e a perspectiva de maior oferta seguem predominando na formação dos preços.
Com a colheita avançando e a comercialização da nova safra ganhando espaço, o mercado deve continuar sensível aos próximos levantamentos de produção, ao ritmo das exportações brasileiras e às condições climáticas durante o inverno nas principais regiões cafeeiras do país.
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