Café fecha com arábica estável e robusta em alta sustentado por oferta restrita no Brasil
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Os preços do café encerraram a quarta-feira (15) sem uma direção única nas bolsas internacionais. O arábica fechou praticamente estável em Nova York, enquanto o robusta ampliou os ganhos em Londres, refletindo um mercado que continua atento ao ritmo da oferta brasileira e à postura cautelosa dos produtores.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica encerrou a sessão cotado a 326,75 cents por libra-peso, com alta de 65 pontos. O vencimento julho/26 recuou 275 pontos, fechando a 334,45 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 avançou 195 pontos, para 309,95 cents/lbp.
Na ICE Europe, o robusta registrou valorização entre os principais vencimentos. O contrato setembro/26 subiu 62 pontos, encerrando o pregão a US$ 3.911 por tonelada. O vencimento julho/26 avançou 90 pontos, para US$ 3.961 por tonelada, enquanto o novembro/26 ganhou 64 pontos, fechando a US$ 3.864 por tonelada.
Ao longo do dia, o mercado foi sustentado pela percepção de que a oferta física continua restrita, mesmo com o avanço da colheita no Brasil. Produtores seguem comercializando de forma cautelosa, priorizando vendas pontuais e aguardando melhores definições sobre o comportamento dos preços, o que limita a disponibilidade de café no mercado físico.
O robusta manteve desempenho superior ao do arábica durante a sessão, apoiado justamente por esse cenário de oferta ainda ajustada e pela demanda consistente da indústria. Já o arábica encontrou maior resistência para ampliar os ganhos, encerrando o dia próximo da estabilidade após oscilar entre altas e baixas.
Além da oferta brasileira, os agentes continuam monitorando o desenvolvimento da colheita e as condições climáticas nas regiões produtoras, fatores que seguem determinantes para a formação dos preços e para as expectativas em relação à disponibilidade de café nos próximos meses.
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