Chuvas no Brasil e realização de lucros derrubam o café em Nova York mais uma vez nesta 5ª (10)
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Nesta quinta-feira (10), o mercado futuro do café arábica opera, mais uma vez, em campo negativo, registrando perdas agressivas de mais de 2% nas posições mais negociadas. A volatiliadade continua muito presente e mantém os cafeicultores, em especial no Brasil, muito reticentes para avançar com novos negócios diante de tamanha incerteza.
Por volta de 7h55 (horário de Brasília), as posições mais negociadas perdiam de 2,3% a 2,87%, levando o contrato dezembro de volta aos 284 cents por libra-peso e o março/27 a 276,45 cents/lb.
O principal fator de pressão sobre as cotações, segundo analistas e consultores internacionais, vem do clima no Brasil. Os mapas meteorológicos apontam a chegada de frentes frias acompanhadas de chuvas volumosas nos próximos dias sobre as principais regiões produtoras de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, o que favorece o pegamento das floradas para a safra 2027/28.
Além da questão climática, o movimento é intensificado pela realização de lucros por parte dos fundos de investimento. Após a recente escalada de preços, o mercado financeiro aproveita o alívio das preocupações com a seca para liquidar posições e embolsar ganhos no curto prazo.
E embora haja baixas fortes nesta quinta, o mercado segue em um ambiente em que parte importante dos fundamentos é positiva, como os menores estoques de cafés certificados na ICE em 27 anos, como reportado ontem pelo portal internacional Barchart.
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