Café tenta reação em NY nesta 6ª feira após despencar na sessão anterior
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Os preços do café arábica tentam uma recuperação na Bolsa de Nova York na manhã desta sexta-feira (18), depois das fortes perdas registradas na sessão anterior. Os futuros operam em campo positivo, porém com ganhos ainda moderados, em um movimento de ajustes e recomposição de posições após a pressão recente.
Por volta das 8h55 (horário de Brasília), o dezembro/26 avançava 0,2%, cotado a 276,90 cents/lb, enquanto o março/27 subia 0,2% também, mas para valer 269 cents/lb. O maio/27 registrava alta de 0,09%, negociado a 266,05 cents/lb.
A reação acontece depois de uma quinta-feira bastante negativa para o arábica em Nova York, em um movimento que combinou pressão dos fundamentos próprios do café com um dia de forte aversão às commodities. Petróleo, soja, milho, trigo, açúcar e algodão também trabalharam no vermelho durante boa parte do pregão.
No café, o principal peso continua vindo da mudança na percepção sobre a oferta. A entrada da safra brasileira e o ritmo mais forte das exportações aumentaram a disponibilidade do produto no mercado internacional, reduzindo parte do prêmio de risco que vinha sustentando as cotações.
Ao mesmo tempo, o mercado começa a olhar com mais atenção para a próxima produção brasileira. As primeiras floradas já aparecem em diferentes regiões produtoras e a melhora das chuvas e da umidade do solo trouxe condições mais favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra. Esse cenário vem ajudando a construir expectativas mais confortáveis para a oferta futura.
Há, porém, ainda alguma preocupação com a conclusão dos trabalhos de colheita em algumas regiões onde as chuvas continuam chegando de forma significativa, o que acaba limitando parte das perdas quando registradas no cenário internacional. O mesmo vale para osestoques certificados da ICE. Eles continuam historicamente baixos e ainda funcionam como um limitador para quedas mais intensas, mas operadores já trabalham com a perspectiva de entregas relevantes de café arábica brasileiro aos armazéns credenciados da bolsa, movimento que poderia iniciar uma recomposição desses volumes e retirar parte desse suporte das cotações.
Assim, a alta desta manhã ainda tem mais características de ajuste técnico após a forte queda da véspera do que de uma mudança efetiva nos fundamentos. O mercado tenta recuperar parte das perdas, mas continua diante de uma combinação de maior oferta brasileira, boas perspectivas iniciais para a próxima safra e possibilidade de recomposição dos estoques certificados.
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