Café volta a cair em Nova York nesta 3ª feira com oferta brasileira pressionando preços
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Café recua em Nova York nesta 3ª feira e mercado mantém pressão sobre os preços
Maior disponibilidade do produto brasileiro e perspectivas mais favoráveis para a oferta seguem limitando recuperação das cotações
Nesta terça-feira (22), os futuros do café arábica voltaram a recuar na Bolsa de Nova York, dando continuidade ao movimento de pressão observado nas últimas sessões. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), as perdas se aproximavam de 1%, com o dezembro negociado a 274,35 cents por libra-peso, queda de 0,74%, enquanto março/27 recuava 0,67%, a 266,65 cents/lbp.
O mercado ainda trabalha com poucos direcionadores novos nesta manhã e mantém no radar principalmente as perspectivas mais confortáveis para a oferta.
Entre os fatores que vêm pressionando as cotações estão a maior disponibilidade de café brasileiro e as perspectivas favoráveis para a próxima safra do país, especialmente diante das condições climáticas mais adequadas às floradas da nova temporada. O avanço das exportações brasileiras também vem contribuindo para essa leitura de maior oferta.
Outro ponto importante permanece nos estoques certificados. Embora estejam em níveis historicamente baixos, traders vêm preparando volumes expressivos de café arábica brasileiro para certificação nos armazéns da ICE. A expectativa de recomposição desses estoques ajuda a retirar parte do prêmio que a escassez vinha sustentando nas cotações.
Assim, o cabo de guerra continua praticamente o mesmo: estoques ainda muito apertados oferecem algum suporte aos preços, enquanto a perspectiva de melhora da oferta — principalmente brasileira — limita movimentos mais consistentes de recuperação.
Ademais, o mercado acompanha ainda uma manhã de baixa generalizada para as commodities agrícolas, que acompanham um novo dia de despencada para o petróleo, tanto brent, quanto WTI.
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