Café abre semana em baixa em Nova York e dezembro volta aos 285 cents/lbp

Arábica realiza lucros, acompanhando oferta e clima no Brasil
Publicado em 12/10/2026 08:13

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O mercado do café arábica inicia a semana em baixa na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (12), com os principais vencimentos recuando perto de 0,7% nas primeiras horas do pregão. O mercado realiza parte dos ganhos recentes e segue acompanhando de perto os fundamentos brasileiros, especialmente a disponibilidade do grão e as condições para o desenvolvimento da próxima safra.

Por volta das 7h38 (horário de Brasília), o dezembro/26  era negociado a 285,05 cents por libra-peso, enquanto março/27 tinha 277,95 cents/lbp.

O movimento desta manhã dá continuidade à correção observada depois de o mercado testar novamente patamares mais elevados na última semana, ainda muito marcada pela intensa volatilidade. Com isso, a realização de lucros ganha espaço, enquanto os operadores seguem ajustando posições diante das informações vindas do Brasil, maior produtor e exportador mundial de café.

Do lado da oferta, a disponibilidade brasileira continua sendo acompanhada de perto, principalmente depois da recuperação das exportações. A movimentação dos produtores também permanece importante para Nova York: períodos de valorização estimulam a presença de vendedores e podem aumentar a pressão sobre as cotações.

Ao mesmo tempo, o clima brasileiro continua funcionando como importante ponto de sustentação e volatilidade para os preços. O mercado acompanha a distribuição e a regularidade das chuvas nas principais regiões produtoras, em um momento decisivo para a florada, o pegamento e a definição do potencial produtivo da safra 2027.

Nesta segunda-feira, o feriado no Brasil também reduz as referências domésticas e deixa o mercado internacional como principal termômetro para os preços. Com isso, o comportamento de Nova York nesta sessão deverá ser incorporado de forma mais efetiva pelo mercado físico brasileiro na retomada dos negócios.

Mesmo com as perdas desta manhã, o arábica permanece em níveis elevados, e o cenário continua exigindo atenção tanto para o comportamento da oferta quanto para o clima brasileiro. A capacidade das chuvas de se manterem regulares nas próximas semanas será determinante para a leitura sobre o potencial da nova safra e, consequentemente, para a direção dos preços em Nova York.

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