Café dispara mais de 3% em Nova York nesta 6ª feira (16) e volta a superar os US$ 3,05/lb

Mercado mantém atenção sobre oferta, estoques certificados e condições para a safra brasileira
Publicado em 16/10/2026 07:58

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços do café arábica voltam a subir forte na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (16), recuperando parte das perdas recentes e registrando ganhos superiores a 3% nos primeiros negócios do dia. O movimento é generalizado entre os principais contratos e leva novamente o vencimento dezembro/26 para a região dos 309 cents por libra-peso. Por volta das 7h50 (horário de Brasília), o dezembro/26 avançava 4,75%, negociado a 308,80 cents/lbp. Março/27 subia 3,94%, a 296,60 cents/lb; maio/27 ganhava 3,58%, a 291,55 cents/lb. 

A intensidade da valorização do contrato mais próximo chama atenção e reforça a volatilidade que continua marcando o mercado internacional do café. Depois das correções observadas nas últimas sessões, os compradores voltam ao mercado diante de um cenário em que as preocupações com a disponibilidade de arábica no curto prazo permanecem no radar.

Entre os fatores de sustentação continuam os baixos estoques certificados na ICE, enquanto o mercado acompanha atentamente o ritmo de comercialização no Brasil e as condições das lavouras brasileiras para a safra 2027. O comportamento do produtor brasileiro também permanece importante, especialmente depois da forte volatilidade recente dos preços.

O câmbio internacional também oferece algum suporte às commodities nesta manhã. O dólar opera mais fraco frente a uma cesta de moedas, movimento que tende a favorecer produtos negociados na moeda norte-americana. 

Ao mesmo tempo, o clima no Brasil permanece como um dos principais pontos de atenção para a formação das cotações nas próximas semanas. O mercado acompanha a evolução das chuvas e seus efeitos sobre floradas, pegamento e desenvolvimento da próxima safra, fator que pode continuar provocando movimentos expressivos em Nova York à medida que novas informações chegam.

Com isso, o café começa a sexta-feira novamente marcado por forte volatilidade e pela disputa entre as preocupações com a oferta disponível no curto prazo e as expectativas para a próxima produção brasileira.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário