Café arábica fecha quarta-feira em alta em Nova York, enquanto robusta amplia perdas em Londres
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Os preços internacionais do café encerraram a quarta-feira (21) com movimentos opostos nas bolsas de Nova York e Londres. Enquanto os contratos futuros do arábica registraram valorizações na ICE Futures US, recuperando parte das perdas da sessão anterior, o robusta voltou a recuar na ICE Futures Europe, ampliando a sequência negativa em um mercado que continua acompanhando os estoques certificados, as perspectivas climáticas e as condições de abastecimento mundial.
Na Bolsa de Nova York, o contrato dezembro/26 do arábica fechou cotado a 316,15 cents por libra-peso, com valorização de 4,85 pontos, equivalente a aproximadamente 1,56%. O março/27 avançou 2,25 pontos, encerrando a 301,25 cents, enquanto o maio/27 registrou alta de 1,90 ponto, negociado a 296,20 cents por libra-peso.
O pregão foi marcado por oscilações importantes. Na abertura, o dezembro/26 chegou a apresentar ganhos superiores a 1%, mas perdeu parte da força ao longo da manhã, quando era negociado a 312,75 cents. A recuperação no encerramento levou o vencimento novamente acima dos 316 cents, após a correção observada na terça-feira.
Na Bolsa de Londres, o movimento foi contrário. O robusta novembro/26 encerrou a sessão a US$ 3.352 por tonelada, com queda de US$ 58. O janeiro/27 perdeu US$ 60, cotado a US$ 3.364, uma desvalorização de aproximadamente 1,75%, enquanto o março/27 recuou US$ 67, fechando a US$ 3.344 por tonelada.
Estoques e perspectivas de oferta permanecem no radar
A disponibilidade de café nos mercados consumidores continua entre os principais fatores acompanhados pelos operadores. Os estoques certificados de arábica na Bolsa de Nova York permanecem historicamente reduzidos, situação que pode aumentar a sensibilidade dos preços às movimentações dos investidores e à necessidade de cobertura de posições vendidas.
Em entrevista recente ao Notícias Agrícolas, Vicente Zotti, da NRT, destacou que a baixa disponibilidade de café nos armazéns certificados não significa necessariamente escassez do produto nas origens. Segundo o analista, a diferença entre os estoques disponíveis nos países produtores e aqueles efetivamente acessíveis aos compradores internacionais ajuda a explicar parte da volatilidade observada nos contratos futuros.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha as condições climáticas nas principais regiões produtoras. No Brasil, previsões da World Weather indicam aumento das chuvas a partir de quinta-feira (22) em áreas de São Paulo e do Sul de Minas Gerais, enquanto regiões mais ao norte do cinturão cafeeiro ainda podem enfrentar precipitações irregulares. A distribuição da umidade nos próximos meses será determinante para o desenvolvimento das lavouras destinadas à próxima safra.
As perspectivas de maior disponibilidade internacional de café também permanecem em discussão, especialmente diante da expectativa de recuperação dos embarques brasileiros. Entretanto, a recomposição dos estoques nos mercados consumidores depende da confirmação da oferta e da regularidade dos fluxos comerciais, mantendo incertezas tanto para o arábica quanto para o robusta.
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