Café abre terça-feira com queda superior a 2% em Nova York, enquanto robusta tenta recuperação em Londres
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Os preços internacionais do café iniciaram a terça-feira (27) em direções opostas nas bolsas de Nova York e Londres. Enquanto o arábica ampliava a trajetória negativa observada na segunda-feira, com perdas superiores a 2% no contrato dezembro, o robusta apresentava leves ganhos, tentando recuperar parte das desvalorizações acumuladas nos últimos pregões.
Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 do arábica era negociado a 294,55 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), com queda de 2,13%. O março/27 recuava 1,49%, cotado a 280,95 cents, enquanto o maio/27 perdia 1,44%, para 276,60 cents por libra-peso. O julho/27 apresentava baixa de 1,28%, negociado a 273,95 cents.
O movimento ocorre após uma segunda-feira de perdas expressivas. Na sessão anterior, o arábica dezembro havia recuado 2,11%, encerrando a 300,95 cents por libra-peso, depois de chegar a operar abaixo da marca de 300 cents durante o pregão. Com a nova desvalorização nesta manhã, o contrato voltou a negociar abaixo desse patamar.
Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), o robusta apresentava comportamento diferente. Na atualização das 7h10, pelo horário indicado pela Barchart, o janeiro/27 avançava US$ 7 por tonelada, para US$ 3.208, alta de 0,22%. O março/27 subia US$ 10, cotado a US$ 3.198, enquanto o maio/27 ganhava US$ 12 e era negociado a US$ 3.189 por tonelada.
A recuperação, entretanto, ainda era limitada diante das perdas recentes. Na segunda-feira, o robusta janeiro/27 havia encerrado cotado a US$ 3.201 por tonelada, com queda de 1,26%, após acumular uma desvalorização de 4,79% na semana anterior.
Perspectivas de oferta e estoques continuam no centro das atenções
A evolução dos estoques certificados segue como um dos principais indicadores acompanhados pelos operadores. Em Nova York, a disponibilidade de arábica permanece historicamente reduzida, mantendo a atenção sobre o ritmo de chegada e aprovação de novos carregamentos nos armazéns credenciados.
Em Londres, o cenário é diferente. A recuperação dos estoques certificados de robusta e a aproximação da entrada da safra vietnamita no mercado internacional têm reforçado as expectativas de maior disponibilidade nos próximos meses. Apesar disso, os riscos climáticos para as próximas temporadas continuam sendo monitorados pelos participantes do mercado.
No Brasil, a recuperação das exportações também integra as avaliações sobre o abastecimento internacional. Segundo levantamento do Cecafé reunido pela Terra Agro Insights, os embarques brasileiros haviam alcançado aproximadamente 3,30 milhões de sacas até 22 de outubro, crescimento de 43,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A chegada desses volumes aos mercados consumidores poderá contribuir para a recomposição da disponibilidade, embora isso não represente aumento imediato dos estoques certificados nas bolsas.
As condições climáticas nas regiões produtoras brasileiras permanecem entre os fatores de atenção. As chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento inicial da próxima safra em diferentes áreas do cinturão cafeeiro, mas a irregularidade das precipitações e as temperaturas elevadas ainda representam pontos de preocupação.
Assim, o café começa a terça-feira com o arábica pressionado em Nova York e o robusta ensaiando recuperação em Londres. A evolução dos estoques, as perspectivas de oferta e o comportamento das cotações após as perdas recentes continuarão no radar do mercado ao longo do pregão.
Relembre como fechou o mercado na última segunda-feira (26):
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