Café vira para o positivo em Nova York nesta quinta-feira após três sessões de fortes perdas
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Os preços futuros do café passaram a operar em alta nas bolsas internacionais ao longo da manhã desta quinta-feira (29), com o arábica revertendo as pequenas oscilações registradas na abertura em Nova York e o robusta ampliando seus ganhos em Londres. O movimento representa uma tentativa de recuperação após três sessões consecutivas de perdas expressivas para o arábica.
Por volta das 11h45 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 do arábica avançava 0,21% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), negociado a 287,35 cents por libra-peso. O março/27 apresentava valorização de 0,94%, cotado a 278,80 cents, enquanto o maio/27 subia 0,86%, para 274,60 cents. O julho/27 era negociado a 271,75 cents, com ganho de 0,84%.
Na abertura da sessão, o dezembro/26 ainda registrava leve queda, cotado a 286,35 cents por libra-peso. A mudança de direção ocorre depois de uma sequência de desvalorizações que levou o contrato de 307,45 cents, no fechamento da última sexta-feira (23), para 286,75 cents na quarta-feira (28), uma perda acumulada de 6,73%.
Apesar da reação desta manhã, os preços continuam distantes dos níveis registrados no final da semana passada. Na cotação atual, o dezembro/26 ainda apresenta recuo de aproximadamente 6,54% em relação ao fechamento de sexta-feira.
Robusta amplia ganhos em Londres
Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), o café robusta também avançava nesta quinta-feira, dando continuidade ao movimento positivo observado desde o início da sessão.
O contrato janeiro/27 era negociado a US$ 3.220 por tonelada, com alta de US$ 21, equivalente a 0,66%. O março/27 avançava US$ 24, cotado a US$ 3.207 por tonelada, enquanto o maio/27 subia US$ 25, para US$ 3.200 por tonelada.
Os ganhos representam uma recuperação parcial depois das oscilações negativas registradas nos últimos pregões. Entretanto, as expectativas de maior disponibilidade internacional, especialmente com a aproximação da colheita vietnamita, continuam entre os fatores acompanhados pelos operadores.
Estoques reduzidos e perspectivas de oferta
A tentativa de recuperação das cotações ocorre em um ambiente de fundamentos ainda divergentes. Enquanto as expectativas de melhora da produção e de avanço das exportações das principais origens produtoras têm pressionado os preços, a disponibilidade limitada de café certificado nas bolsas internacionais permanece como fator de atenção.
Em Nova York, os estoques certificados de arábica totalizavam 234.433 sacas em 22 de outubro, segundo levantamento da Terra Agro Insights, volume próximo da metade das 465.910 sacas registradas no mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, relatório publicado pelo Rabobank em 19 de outubro destacou uma mudança gradual nas perspectivas de abastecimento internacional. A instituição avalia que a melhora das condições climáticas em países como Brasil, Vietnã e Indonésia, combinada à recuperação dos embarques brasileiros, poderá favorecer uma recomposição dos estoques globais nos próximos ciclos.
Essa possibilidade, entretanto, ainda depende da confirmação das condições produtivas e comerciais ao longo dos próximos meses.
Para os cafeicultores brasileiros, a reação desta quinta-feira oferece algum alívio após a sequência recente de desvalorizações nas bolsas. A sustentação desse movimento, porém, dependerá da evolução das expectativas de oferta, dos estoques disponíveis e das condições climáticas nas principais regiões produtoras.
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