JBS é acusada de suposta violação aos direitos indígenas em SC

Procuradores do trabalho em Santa Catarina estão movendo uma ação contra a JBS por suposta violação de direitos de trabalhadores indígenas depois que 40 foram demitidos pela empresa na cidade de Seara.
Na ação civil pública iniciada nesta segunda-feira, os procuradores alegam que a empresa discriminou um grupo de trabalhadores oriundos da Terra Indígena Serrinha, que fica no Estado do Rio Grande do Sul, durante a pandemia de Covid-19, o que seria ilegal.
"A dispensa dos trabalhadores indígenas realizada pela demandada constitui ato ilícito, porquanto afronta o princípio da igualdade e não discriminação", afirma o documento do processo.
A JBS confirmou a demissão dos 40 trabalhadores no começo de maio, argumentando que o corte ocorreu em virtude da descontinuidade da linha de ônibus que fazia o transporte dos referidos empregados até a unidade, um trajeto de cerca de 300 quilômetros por trecho.
A empresa negou qualquer discriminação e afirmou que as demissões foram feitas sem justa causa e com o pagamento integral de todas as verbas indenizatórias previstas em lei.
Também acrescentou que a unidade de Seara emprega 3.700 funcionários, sendo 200 deles membros de comunidades indígenas.
Os trabalhadores indígenas da unidade estão afastados preventivamente conforme orientação das autoridades de saúde locais em meio à pandemia de Covid-19, disse a JBS.
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