Acordo para prevenir pesca ilegal não declarada avança na Câmara

Publicado em 12/03/2026 10:59
Proposta aprimora a cooperação internacional e regional, além de impedir o fluxo do pescado capturado de forma não regulamentada.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 331/2025, aprovado nesta quarta-feira (11) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, reforça o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto para Prevenir, Impedir e Eliminar a Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada (INDNR), celebrado durante a 36ª Sessão da Conferência da FAO, realizada em Roma, na Itália, em 22 de novembro de 2009.

A proposta prevê a adoção de medidas aplicáveis a embarcações estrangeiras que solicitem entrada em portos ou que já estejam em portos de Estados Parte, com o objetivo de impedir o desembarque e a comercialização de pescado obtido de forma irregular.

Relator da matéria, o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) destaca que o acordo estabelece um sistema global de baixo custo, eficiente e seguro para coibir a pesca INDNR, ao impedir que embarcações suspeitas acessem portos e descarreguem suas capturas. Segundo ele, a medida bloqueia a entrada desses produtos no mercado, desestimula a prática ilegal, reduz os custos de fiscalização em alto-mar e padroniza procedimentos portuários entre os países.

“O tema assume especial relevância quando avaliamos a importância socioeconômica da pesca extrativa no Brasil, que, assim como em outros países em desenvolvimento com extensa costa marítima e grande potencial pesqueiro, mobiliza intensa mão de obra e gera renda significativa”, afirmou Ayres.

O parlamentar também ressalta que a aprovação representa um passo importante para o fortalecimento do ordenamento jurídico brasileiro, ao harmonizar a legislação nacional com compromissos internacionais e ampliar a efetividade da proteção aos recursos marinhos.

“Trata-se de uma medida estratégica que alia responsabilidade ambiental, segurança jurídica e desenvolvimento econômico, consolidando o papel do país como referência global na gestão responsável dos oceanos”, completou.

O projeto tramita em regime de urgência.

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Por:
Agência FPA
Fonte:
Agência FPA

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