Exportações de carnes seguem fortes até a segunda semana de março com destaque para aves e suínos, aponta Secex

Publicado em 16/03/2026 16:15 e atualizado em 17/03/2026 09:53
. Dados da Secretaria de Comércio Exterior - Secex mostram bom ritmo nas vendas externas de frango e carne suína, enquanto pescado registra retração nos embarques.

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As exportações brasileiras de proteínas animais mantiveram ritmo relevante na primeira metade de março de 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam movimentação significativa nas vendas externas de carnes de aves, suínos e pescados. Os números consideram o desempenho acumulado até a segunda semana útil do mês.

Entre as três proteínas analisadas, a carne de aves segue liderando o volume exportado e o faturamento em dólar. A carne suína também apresenta crescimento no ritmo diário de embarques e receita média. Já o pescado registrou retração tanto no volume quanto no preço médio das exportações.

Os dados refletem a dinâmica do comércio internacional de proteínas, que segue influenciado pela demanda global e pela competitividade do setor agropecuário brasileiro. A análise considera valores totais, volumes embarcados e indicadores médios diários de comercialização.

Aves lideram exportações e mantêm ritmo de embarques

As exportações brasileiras de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, alcançaram US$ 413,6 milhões até a segunda semana útil de março de 2026. No mesmo mês de 2025, o faturamento total havia sido de US$ 785,8 milhões, considerando todo o período.

Na média diária, as vendas externas da proteína avícola somaram US$ 41,36 milhões em março de 2026. Esse valor praticamente repete o resultado registrado no mesmo período do ano passado, quando a média diária foi de US$ 41,35 milhões.

O volume embarcado também se mantém elevado. Até a segunda semana útil de março, o Brasil exportou 226.759,7 toneladas de carne de aves. Em março de 2025, o total havia alcançado 438.408,4 toneladas ao longo de todo o mês.

Preço médio da carne de frango apresenta leve recuo

Quando analisado o ritmo médio diário de embarques, os dados mostram leve redução no volume. Até a segunda semana útil de março de 2026, o país exportou em média 22.676 toneladas por dia. No mesmo período de referência do ano anterior, a média foi de 23.074,1 toneladas diárias.

O preço médio da carne de aves exportada também registrou pequena variação. Em março de 2026, o valor médio por tonelada foi de US$ 1.824,0. Já em março de 2025, o preço médio havia sido de US$ 1.792,5 por tonelada.

Na comparação entre as médias diárias dos dois períodos, o faturamento permaneceu praticamente estável. O volume apresentou leve variação e o preço registrou redução de cerca de 1,8%, segundo os dados da Secex.

Carne suína amplia ritmo de exportações em março

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada também registraram desempenho relevante no período analisado. Até a segunda semana útil de março de 2026, o faturamento acumulado chegou a US$ 143,9 milhões.

No mesmo mês de 2025, as vendas externas da proteína suína haviam alcançado US$ 257,8 milhões considerando todo o período. Apesar da diferença no acumulado mensal, os indicadores médios diários mostram avanço no ritmo de exportações.

A receita média diária das exportações de carne suína foi de US$ 14,39 milhões em março de 2026. No mesmo mês do ano passado, o valor médio diário havia sido de US$ 13,57 milhões.

Volume embarcado de carne suína apresenta crescimento

O volume total embarcado até a segunda semana útil de março de 2026 alcançou 57.263,8 toneladas. Em março de 2025, o total exportado havia sido de 102.619,8 toneladas ao longo do mês completo.

Quando analisada a média diária, o desempenho indica crescimento nas vendas externas. Em março de 2026, o Brasil exportou 5.726,4 toneladas por dia. No mesmo período do ano anterior, a média havia sido de 5.401 toneladas diárias.

O preço médio por tonelada também se manteve praticamente estável. Até a segunda semana útil de março de 2026, o valor médio foi de US$ 2.514,2 por tonelada. No mesmo período de 2025, o preço médio registrado foi de US$ 2.513,1.

Pescado registra queda no ritmo de exportações

Diferentemente das carnes de aves e suínos, o setor de pescados apresentou retração nas exportações brasileiras em março. Segundo dados da Secex, o faturamento acumulado até a segunda semana útil do mês foi de US$ 2,11 milhões.

No mês de março de 2025, o valor total exportado havia sido de US$ 8,28 milhões. A diferença reflete uma redução significativa no ritmo de embarques ao longo do período analisado.

Na média diária, o faturamento das exportações de pescado ficou em US$ 211,8 mil em março de 2026. Em março de 2025, a média diária havia sido de US$ 435,8 mil.

Queda também aparece no volume e no preço médio

O volume exportado de pescados também apresentou recuo. Até a segunda semana útil de março de 2026, o Brasil embarcou 337,3 toneladas. No mesmo mês do ano passado, o total exportado havia alcançado 1.010,3 toneladas.

Na média diária, os embarques ficaram em 33,7 toneladas por dia em março de 2026. Em março de 2025, o volume médio diário havia sido de 53,2 toneladas.

O preço médio da tonelada exportada também registrou queda. Até a segunda semana útil de março de 2026, o valor médio foi de US$ 6.281,2 por tonelada. No mesmo período de 2025, o preço médio havia sido de US$ 8.195,6, representando redução de cerca de 23,4%.

Cenário reflete dinâmica do comércio global de proteínas

Os números divulgados pela Secex mostram que o Brasil segue como importante fornecedor de proteínas animais no mercado internacional. A carne de aves mantém liderança no volume exportado, enquanto a carne suína apresenta avanço no ritmo médio diário de vendas.

Ao mesmo tempo, o desempenho do pescado indica um cenário mais desafiador para o setor no período analisado. A redução no volume embarcado e no preço médio contribuiu para a queda no faturamento das exportações.

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Por:
Michelle Jardim
Fonte:
Noticias Agricolas

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