Exportações de carne bovina avançam em valor e preço em março de 2026, aponta Secex
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As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem mostrando força em março de 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o país já acumulou US$ 966,2 milhões nas três primeiras semanas do mês. O resultado mostra um desempenho consistente, especialmente quando analisado sob a ótica da média diária.
Na comparação com março de 2025, quando o total exportado foi de US$ 1,054 bilhão ao longo de todo o mês, o ritmo atual chama atenção. Isso porque, mesmo sem o fechamento completo de março de 2026, os números já demonstram competitividade e firmeza nos preços internacionais. O cenário reforça a importância da carne bovina na pauta exportadora do agro brasileiro.
Outro destaque relevante é o crescimento da receita média diária. Em março de 2026, o valor chegou a US$ 64,4 milhões por dia útil nas três primeiras semanas. Esse número supera com folga os US$ 55,5 milhões registrados como média diária em março do ano passado, indicando avanço no faturamento do setor.
Preço mais alto sustenta crescimento da receita
O aumento da receita diária está diretamente ligado à valorização do preço da carne bovina no mercado internacional. Nas três primeiras semanas de março de 2026, o preço médio por tonelada exportada foi de US$ 5.783,5. Esse valor representa um salto expressivo frente aos US$ 4.900,4 registrados em março de 2025.
Esse movimento de alta nos preços tem sido fundamental para compensar a leve redução no volume exportado. Mesmo com menor quantidade embarcada, o Brasil consegue gerar mais receita, mostrando que o mercado externo segue pagando mais pelo produto brasileiro. Para o produtor rural, isso sinaliza uma valorização importante da cadeia.
No entanto, apesar do avanço no preço médio, a variação negativa de 18% indica que há oscilações ao longo do período analisado. Isso sugere um mercado ainda sensível a fatores de demanda e oferta, exigindo atenção constante dos agentes do setor. Ainda assim, o patamar atual de preços é considerado positivo.
Volume exportado apresenta leve retração
Em relação ao volume, os dados mostram uma redução nas exportações em comparação ao mesmo período do ano passado. Nas três primeiras semanas de março de 2026, o Brasil embarcou 167.061,8 toneladas de carne bovina. Já em março de 2025, o total foi de 215.249,4 toneladas no acumulado do mês.
Essa diferença indica que o ritmo de embarques está mais moderado em 2026. A média diária também confirma essa tendência, com 11.137,5 toneladas por dia nas três primeiras semanas do mês. Em março de 2025, a média diária havia sido ligeiramente maior, com 11.328,9 toneladas.
A variação negativa de 1,7 tonelada na média diária reforça esse cenário de ajuste no volume exportado. Para o produtor, isso pode refletir mudanças na demanda internacional ou até mesmo estratégias comerciais voltadas à valorização do produto. Mesmo assim, o recuo é considerado leve diante do contexto geral.
Desempenho mostra equilíbrio entre preço e volume
O conjunto dos dados revela um cenário de equilíbrio para as exportações brasileiras de carne bovina. De um lado, o volume apresenta pequena retração, o que poderia gerar preocupação. De outro, o aumento significativo nos preços compensa essa redução e sustenta o crescimento da receita.
Na prática, isso significa que o Brasil está exportando menos em quantidade, mas ganhando mais por tonelada vendida. Esse movimento é importante para a rentabilidade do setor, especialmente em um momento em que os custos de produção seguem elevados. O resultado é um alívio para a margem do produtor.
Além disso, a média diária mais alta em faturamento indica que o desempenho de março de 2026 pode fechar o mês com números positivos. Caso o ritmo seja mantido até o fim do período, o país poderá se aproximar ou até superar o resultado total de março de 2025 em termos de receita.
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