NOAA indica encerramento do La Niña entre janeiro e março e prevê retorno do El Niño no segundo semestre
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O fenômeno La Niña segue atuando no Pacífico equatorial, mas deve perder força nos próximos meses. De acordo com a mais recente atualização da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), divulgada em janeiro de 2026, há 75% de probabilidade de transição para um cenário de neutralidade do ENSO entre janeiro e março (JFM). Os dados indicam que essa condição neutra tende a se manter ao menos até o fim do outono no Hemisfério Sul.
Em dezembro de 2025, o La Niña foi caracterizado pela persistência de temperaturas da superfície do mar abaixo da média no centro-leste e leste do Pacífico equatorial. O índice Niño-3.4 registrou -0,5°C, enquanto os índices Niño-3 e Niño-1+2 permaneceram ainda mais frios, em -0,8°C e -0,7°C, respectivamente. Apesar disso, medições da temperatura subsuperficial do oceano já mostram sinais de aquecimento, com valores levemente positivos, indicando a expansão de águas mais quentes do Pacífico ocidental em direção ao centro-leste. Mesmo com essas mudanças, a circulação atmosférica ainda apresenta características típicas do La Niña, como ventos alísios reforçados e convecção intensificada sobre a Indonésia.
As previsões multimodelo, reunidas pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI) e pelo Conjunto Multimodelo da América do Norte, reforçam o cenário de transição para o ENSO neutro no primeiro trimestre de 2026. A imagem divulgada pela NOAA mostra que a probabilidade de neutralidade ultrapassa 80% entre fevereiro e abril, enquanto as chances de La Niña caem rapidamente ao longo do período. Já a partir do inverno no Hemisfério Sul, os modelos indicam aumento progressivo da probabilidade de El Niño, que chega a superar 60% no período entre agosto e outubro, embora ainda haja incertezas devido à menor previsibilidade climática durante a primavera.
Segundo a NOAA, mesmo após a neutralização das temperaturas do Pacífico, efeitos residuais do La Niña ainda podem influenciar padrões climáticos globais no início da primavera do Hemisfério Norte. No entanto, o cenário predominante aponta para um ano de transição, com neutralidade climática nos próximos meses e crescentes sinais de retorno do El Niño no segundo semestre de 2026.
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