Produtores rurais do Sul entram em alerta: após temporais, geada ampla ameaça lavouras na próxima semana

Publicado em 12/06/2026 10:17 e atualizado em 12/06/2026 11:05
Segundo ciclone da semana mantém chuva forte nesta sexta-feira, mas avanço de massa de ar polar pode derrubar os termômetros abaixo de zero em áreas produtoras.

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Depois de uma semana marcada por temporais, alagamentos e volumes expressivos de chuva, o Sul do Brasil se prepara para uma mudança brusca no tempo. A passagem de um segundo ciclone extratropical em menos de uma semana mantém o risco de chuva forte nesta sexta-feira (13), mas o principal alerta agora é para a chegada de uma intensa massa de ar polar, que poderá provocar geadas amplas e temperaturas negativas em áreas agrícolas da região.

No Paraná, a força das chuvas já deixou rastros de destruição. Municípios como Iporã e Umuarama registraram alagamentos, enxurradas e danos à infraestrutura urbana. Em algumas áreas, a Defesa Civil precisou interditar locais devido ao risco de acidentes e deslizamentos.

"A gente teve um primeiro ciclone na terça-feira e hoje estamos sob influência do segundo ciclone da semana", explicou a meteorologista Estael Sias. Segundo ela, o sistema continua favorecendo a ocorrência de chuva forte e temporais isolados nesta sexta-feira, especialmente entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A meteorologista destacou que o ciclone atua no oceano, mas sua circulação influencia diretamente o tempo sobre o Sul do país. Além da chuva, o sistema também deixará o mar agitado, com risco de ressaca ao longo da costa.

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Segundo ciclone extratropical mantém o risco de chuva forte

Com o afastamento gradual das instabilidades durante o fim de semana, o cenário muda completamente. Segundo Estael, o ciclone passará a atuar como um mecanismo para transportar uma forte massa de ar frio em direção à região.

"Ele vai puxar o ar gelado na direção do Sul do Brasil e a temperatura vai despencar. Depois da chuva, entra em campo a geada", alertou.

O frio começa a ganhar força já no domingo, quando as temperaturas mínimas devem ficar próximas de 2°C em áreas de maior altitude, como Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina. No entanto, os dias mais críticos serão segunda, terça e quarta-feira.

De acordo com a meteorologista, as geadas devem atingir grande parte das áreas produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade sul do Paraná. Nas regiões serranas e de baixada, os termômetros poderão registrar temperaturas negativas.

"Na terça e na quarta-feira, áreas de baixada de Vacaria, Ausentes e Bom Jardim da Serra podem registrar entre 4°C e 6°C negativos. É um microclima, não representa toda a região, mas mostra o potencial dessa massa de ar polar", explicou.

O fenômeno deve afetar especialmente municípios agrícolas localizados na Serra Gaúcha, Serra Catarinense, Campos de Cima da Serra, Serra do Sudeste gaúcha e áreas elevadas do sul paranaense, como a região de Palmas e General Carneiro.

Para o setor agropecuário, o alerta é de atenção máxima. Após uma sequência de chuvas intensas, o frio extremo pode trazer impactos para culturas mais sensíveis, além de exigir medidas preventivas por parte dos produtores.

"Aquele frio seco para geada é segunda, terça e quarta-feira. Na segunda e terça a geada será generalizada em muitos municípios produtores do Sul do Brasil", reforçou Estael.

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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