CNA discute demandas e panorama das cadeias de grãos, feijão e pulses
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou durante a semana de reuniões para discutir demandas das cadeias produtivas de milho e sorgo, culturas de inverno, feijão e pulses.
Na quinta (4), a Câmara Setorial de Feijão e Pulses do Ministério da Agricultura debateu a abertura do mercado Chinês para exportação do gergelim brasileiro. Cerca de 50% da produção mundial de gergelim é importada pela China.
De acordo com o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, neste ano, o gergelim se tornou uma boa opção para o cultivo de segunda safra.
“O Brasil deve produzir cerca de 174 mil toneladas do grão nesta safra. As negociações entre os governos brasileiro e chinês começaram há cerca de dois anos e as tratativas estão concentradas nos requisitos fitossanitários”, explicou Tiago.
Já na quarta (3), a Câmara Setorial de Culturas de Inverno tratou da conjuntura do setor. Na entressafra, os produtores analisam se as variáveis relacionadas ao mercado, como previsão climatológica, são interessantes para a realização da semeadura do trigo ou de outra cultura.
A estimativa é de recuperação de produtividade na safra 2024/25, que inicia em agosto de 2024 e encerra em julho de 2025. A estimativa é que sejam plantados 3.264,7 mil hectares (-6%), com produtividade de 2.937 kg/ha (+28%) e colhidas 9.587,9 mil toneladas (+18,4%).
Ainda na quarta (3), os assessores técnicos da CNA Carlos Eduardo e Tiago Pereira acompanharam as discussões na Câmara Setorial de Milho e Sorgo.
A reunião teve como pauta o fortalecimento no processo de logística para o escoamento interno das culturas e a importância do direcionamento de um maior volume de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
Durante a reunião foram apresentados dados com o objetivo de reforçar a necessidade da implantação de novas ferrovias no país, ligando principalmente a região Sul ao Centro-Oeste brasileiro para abastecimento interno do milho.
Os resultados do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2023 também foram apresentados. Para a cultura do milho, somadas 1ª e 2ª safra, houve cobertura de cerca de 1,25 milhão de hectares com um valor segurado de R$ 6 bilhões. Para o sorgo, a área segurada em 2023 foi de 83 mil hectares, com um valor segurado de R$ 227 milhões.
0 comentário
Plano Safra pode não alcançar arrozeiros sem renegociação de dívidas
Semeadura da canola está quase concluída no Rio Grande do Sul
Preços do arroz cedem após meses de alta
Plantio do trigo está quase finalizado no Paraná e lavouras se desenvolvem bem
Calor recorde coloca em risco a safra de grãos na França
Canola tem área de cultivo duplicada no Rio Grande do Sul