Suinocultura de SP passa pela maior crise da história, diz associação

Publicado em 08/05/2012 07:20 659 exibições
O preço dos insumos vem prejudicando a suinocultura no estado de São Paulo e os produtores já falam na pior crise da história. "Eu estou há 22 anos na frente desse segmento e posso dizer sem sombra de dúvidas que esta é a maior crise que o setor passa", a afirmação é de Valdomiro Ferreira Junior, presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos, ao Globo Rural.

Em dezembro, a arroba do porco chegou a R$ 60 e agora em constante queda é negociada por menos de R$ 45 na região leste de São Paulo. Esse valor não paga os altos custos que os suinocultores vêm tendo com os preços mais caros da soja e do milho, ingredientes básicos na composição da ração dos animais. 

"A atividade nos últimos cinco, seis anos está preocupante porque o suinocultor está perdendo muito, está tendo prejuízo, não tem capacidade de investir, de melhorar a granja e de fazer manutenção nas instalações", diz Pedro Tosello, produtor de Limeira com mais de 30 anos de experiência na criação de suínos. 

Alguns representantes do setor afirmam que uma das estratégias para conter os prejuízos estaria no berçário, reduzindo a produção. Em uma granja em Limeira, o objetivo é reduzir o número de matrizes de 600, em 2011, para 500 até o final de 2012. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

6 comentários

  • Danilo Labs Assis Assis - SP

    Faço minhas as suas palavras senhor Dalzir. Abraços e muito sucesso!

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  • Danilo Labs Assis Assis - SP

    O pior senhor Dalzir é que não precisava nem esperar as associações agirem. Bastava os produtores tomarem uma decisão conjunta de reduzir o plantel. Mas nem isso fazem, porque muitas vezes você pensa assim, mas seu vizinho prefere ficar reclamando do preço a vender algumas matrizes. Minha família está na suinocultura há mais de 30 anos e hoje tem menos da metade das matrizes que tinha em 2001. Para piorar, em meio a uma crise como essa, você abre o site da APCS e vê uma notícia de que o Grupo Pinesso fechou parceria com a Pen Ar Lan para alojar 10 mil matrizes...e a associação ainda coloca a notícia como se fosse algo a ser louvado. Abraços e um bom final de semana.

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  • Danilo Labs Assis Assis - SP

    Caro Dalzir, não tive intenção de desqualificar ninguém no meu comentário. Perdoe-me se o fiz.

    Concordo plenamento com o senhor quanto à necessidade de reduzir a produção para solucionar o problema do preço. Nesse aspecto, parece que as associções realmente não se preocupam em buscar um acordo com os produtores para reduzir o número de matrizes alojadas, a fim de equilibrar o mercado. Acredita-se, eternamente, nas soluções governamentais que nunca chegam.

    Por isso não fiz nenhum reparo aos seu comentários nesse particular.

    Por outro lado, não me entenda mal, não quero parecer mal educado ou coisa do tipo, mas não acho correto chamar de piada uma matéria que espelha a atual realidade da suinocultura, pois não há nada de engraçado na situação que os produtores estão enfrentando. Muito menos me parece correto chamar de trouxas os suinocultores.

    Concordo que, do jeito que foi colocado, parece que, como o senhor mesmo afirmou, para o suinocultor ter lucro é preciso que o produtor de milho ou soja tenha prejuízo. Mas acredito que a intenção da matéria não foi essa. Pelo contrário, foi mostrar que a única luz que resta ao produtor, de imediato, é a esperada queda no valor dos insumos.

    A redução do estoque apenas surtirá efeitos daqui a nove meses, como o senhor muito bem pontuou. Então, o que esperar durante esses nove meses? A mim me parece que apenas a queda no preço do milho e do farelo de soja.

    Abraços.

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  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Cardo Dalzir, não faço nenhum reparo aos seus competentes com comentários o que muito me ilustra. Minhas referencias são que a China responsável pelo consumo de cerca de 300 milhões de tons de ração, em nenhuma hipótese pode reduzir plantel e a consequência é que terá que continuar pagando altos preços para grãos e proteína (soja), o que certamente elevará os preços internamente com desastrosas consequências para criadores de suíno. O que precisamos é que o governo brasileiro ao invés de reduzir impostos para automóveis, deveria eliminar todo e qualquer imposto da cadeia, inclusive com subsídio na produção de carne e não oferecer PEP para exportar milho. Remunerando o produtor de carne estará indiretamente remunerando o produtor de milho e, melhor ainda, oferecendo carne mais barata para nosso povo carente. grande abraço.

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  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Então Danilo Assis, imagine a China reduzir um plantel de 700 milhões de cabeças de suinos, que sozinhos produzem mais que os próximos maiores 43 produtores de suínos do mundo. Seria um colapso na matriz de consumo e na recuperação das matrizes, etc. Somente para ilustrar seu excelente comentário. abraços

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  • Danilo Labs Assis Assis - SP

    Senhor Dalzir, com todo respeito, a única piada aqui é o comentário de vossa senhoria. O suinocultor não quer o prejuízo de ninguém, até porque o prejuízo do produtor de milho ou de soja também não lhe é interessante, visto que também depende dele para produzir. De outra ponta, o senhor não deve saber, mas suíno não é produzido em máquinas, como os automóveis a que o senhor fez referência. Não dá para desligar a matriz e parar de produzir. Os efeitos na redução de plantel somente são sentidos quase 1 ano depois, pois caso o senhor não saiba, uma matriz leva 115 dias para parir e o leitão, 150 dias para engordar. Portanto, meu senhor, tenha mais respeito com os suinocultores!

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