Preço do suíno vivo aumenta e melhora a renda dos criadores
O preço pago aos criadores na aquisição de suíno vivo subiu 17,4% nos últimos meses, na mais surpreendente escalada de recuperação dos preços deste ano. A Coopercentral Aurora Alimentos, empresa que detém o maior volume de abate em Santa Catarina, elevou nesta semana o preço por quilograma de suíno em pé para R$ 3,00 incluída a tipificação (adicional por qualidade da carcaça).
Desde 1o de maio deste ano, quando o preço estabilizou em R$ 2,30, até esta semana, a remuneração básica (sem tipificação) do suinocultor teve uma recuperação de 17%.
No mês de agosto foram concedidos três reajustes e, em setembro, mais um. O preço-base atual (R$ 2,70) é acrescido do adicional da tipificação, índice que pode chegar até 10%, o que eleva o valor pago ao criador para R$ 3,00/kg a partir desta semana.
“Em maio chegamos a uma situação de pouco dinamismo no mercado e assim permanecemos até agosto. Mas, agora, começamos o gradual processo de recuperação”, resumiu o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster.
Há uma forte tendência do preço praticado pela indústria na aquisição de suíno vivo continuar subindo até dezembro em razão de quatro fatores: o aumento das exportações com a reabertura das vendas para Ucrânia e Rússia; a diminuição da oferta em razão de redução da base produtiva verificada no primeiro semestre; o aumento do consumo interno em razão do inverno e o início da produção de itens cárneos típicos do fim de ano.
A previsão para o último trimestre é de equilíbrio entre oferta de matéria-prima e processamento industrial. Qualquer alteração desse equilíbrio afetará o nível de remuneração dos suinocultores. Ainda assim, a recuperação de ganhos dos criadores deve prosseguir até janeiro. De fevereiro a abril de 2014 entrará em sazonal fase de baixo dinamismo comercial e nível de consumo.
O presidente da Coopercentral Aurora enfatizou que, até aqui, o ano foi difícil para a suinocultura, mas a situação entra em curva ascendente, com aumento do preço do suíno em pé.
O gerente de operações Celso Capellaro lembra que, em 2012, o comércio exterior não atingiu as expectativas da indústria da carne. A Argentina suspendeu a compra da carne suína, a Rússia e a Ucrânia só retomaram as compras recentemente, os negócios com os Estados Unidos ficaram só na intenção. A abertura do Japão para a carne suína brasileira começa, somente agora, a traduzir-se, lenta e gradualmente, em vendas. Ele acredita que 2014 será o grande ano da suinocultura catarinense.
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