Suínos: Consumo aumenta no dias das mães, impulsiona consumo e puxa preços em SP; em MG, impacto é limitado
A terça-feira (10) foi de estabilidade para os preços do suínos na maior parte dos estados produtores. As cotações ainda se mantêm variando entre R$ 2,90 e R$ 4,20 por quilo do animal vivo.
Em São Paulo, as cotações são favorecidas, no entanto, pela boa demanda que pôde ser registrada no final de semana, com o ganho de R$ 1,00 nas principais referências, as quais passaram a atuar entre R$ 58,00 e R$ 59,00 por arroba, ou R$ 3,09 a R$ 3,15 por quilo. O consumo maior reduziu, mesmo que ligeiramente a oferta e puxou os valores.
Para o presidente da APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos), Valdomiro Ferreira, esse foi um reflexo do Dia das Mães e, por isso, poderia ter um impacto limitado. “Com o consumo observamos uma redução na oferta, entretanto ainda não possibilita impulsar novos reajustes”, disse. "“O mercado deve continuar imprevisto, pedimos aos criadores cautela”, completa.
E a cautela é inspira ainda pela alta que segue nos custos de produção, especialmente por conta dos elevados preços do milho no mercado nacional. Na última sexta-feira (6), o indicador ESALQ/BM&FBovespa, base Campinas, bateu um novo recorde e fechou com R$ 50,01. Onde a oferta é mais escassa e a disputa é mais acirrada pelo grão, o valor já chega a R$ 52,00 por saca.
Em contrapartida, em Minas Gerais, esse melhor momento das vendas, também por conta do dia das mães, não teve grande impacto sobre as cotações do suíno no estado. “O mercado reagiu bem em termos de demanda na semana passada. Em volumes também, fechando em 7,73% a mais. Mas não foi o suficiente para a reação dos preços”, resumiu o presidente da ASEMG (Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais), Antônio Ferraz. Dessa forma, segue mantido o valor de R$ 3,25 o quilo do suíno vivo como referência.
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