PSA faz China retomar segundo posto na produção mundial de carne de frango
Com a violenta perda de suínos para a Peste Suína Africana, a China precisava de um substitutivo rápido para suprir as necessidades internas. Como a candidata natural era a carne de frango, antecipava-se que a principal beneficiária da crise ocasionada pela PSA seria a avicultura de corte.
Não deu outra: após um triênio (2016/2018) de fortes quedas, em 2019 – embora por pequena diferença – a carne de frango chinesa retomou a segunda posição na produção mundial, ocupando o posto que, nesse triênio, pertenceu ao Brasil. A distância entre os dois produtores deve aumentar ainda mais em 2020.
A exemplo da suinocultura, também a avicultura chinesa enfrentou problemas sanitários nesta década. Em decorrência da Influenza Aviária. Ampliou ainda mais esses problemas a partir de 2015 quando - em decorrência de surtos de Influenza Aviária em países fornecedores de material genético – proibiu a importação de reprodutoras de corte. Como resultado, a produção de carne de frango caiu cerca de 14% de 2105 para 2017.
O impulso dado ao setor com o surto de PSA foi, pode-se dizer, impressionante. A ponto de propiciar um aumento de produção de mais de 17% de 2018 para 2019. Isto correspondeu a uma produção da ordem de 13,750 milhões de toneladas e a quebra de um recorde mantido por sete anos (13,7 milhões de toneladas em 2012).
Além disso, como a produção estimada pelo USDA para o Brasil ficou em 13,690 milhões de toneladas, o diferencial de menos de meio por cento a favor da produção chinesa fez com que a China retornasse ao segundo lugar na produção mundial, atrás apenas dos EUA que, em 2019, aproximou-se da marca dos 20 milhões de toneladas de carne de frango (mais exatamente, 19,941 milhões de toneladas, volume que neste ano deve subir para cerca de 20,6 milhões de toneladas).
Porém, a expansão do frango chinês ainda não cessou. Bem ao contrário, aliás. Pois o incremento estimado para 2020 é também significativo: perto de 13% - índice que, se confirmado, significará aumento de quase 33% em apenas um biênio.
Tal aumento – diga-se de passagem – não deve interferir nas importações de carne de frango por parte da China, porquanto a produção local de carne suína deve retroceder, neste ano, ao menor nível da década. Ou seja: vão ser necessárias muitas compras externas para suprir o déficit interno.
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