Suinocultura independente se divide entre altas, quedas ou falta de consenso entre produtor e frigorífico

As definições de preços para o mercado de suínos independente nesta semana foram divididas. Enquanto Minas Gerais e Santa Catarina viram os preços aumentar, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, houve quedas. Já em São Paulo, produtores e frigoríficos não entraram em consenso, e a bolsa ficou sem valor de referência para a semana.
De acordo com Losivanio de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), houve uma maior procura por parte dos frigoríficos, e a expectativa é que o movimento deva continuar positivo, devido à proximidade com o Dia das Mães e com a estratégia de suinocultores que seguraram alguns volumes para não venderem a preços baixos nas últimas semanas.
ACCS/Bolsa de suínos de Santa Catarina tem a projeção de comercialização para a próxima semana de 16.237 animais, com peso médio de 119 kg, num preço médio de R$ 3,97, fixado nesta quinta-feira (30) com prazo estimado de 24 dias, aumento de R$ 0,20 em relação a semana anterior.
Em Minas Gerais, segundo o consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), Alvimar Jalles, o acordo entre frigoríficos e produtores nesta quinta-feira (30) também foi positivo, fechando com valor de R$ 4,60/kg, aumento de R$ 0,40 em relação à semana anterior.
"O mercado no estado é firme e comprador, dando respaldo ao reajuste. Acreditamos que a dinâmica de algum retorno do isolamento social, somado ao pacote de estímulo financeiro do Governo Federal além da proximidade com o dia das mães nos favorece. Tudo isso somado à expectativa do suinocultor mineiro que o faz dosar a oferta resulta em um mercado enxuto e dinâmico", disse.
Por outro lado, o preço do quilo do animal vivo independente no Rio Grande do Sul teve uma queda de R$ 0,18, chegando a R$ 3,83/kg. Para Valdecir Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), a queda está proporcional ao que vem acontecendo nas últimas semanas.
"Os produtores que têm mais animais na granja estão vendendo, mesmo que a preços baixos, com medo de que haja paralização em plantas processadoras e fiquem com os lotes parados. Quem tem menos suínos, acaba segurando, esperando que preços melhores surjam", disse.
Houve queda também no Mato Grosso, conforme explica Itamar Canossa, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat),. A média de venda que era de R$ 3,20/kg na semana passada, passou a ser de R$ 3/kg.
"Há cerca de dez dias a gente percebeu uma melhora na procura de animais pelos frigoríficos, e o suinocultor está tirando o que ele está precisando mesmo, para desalojar, para pagar contas, e o resto ele vem tentando segurar", disse.
Já São Paulo ficou sem referência de preço esta semana, após negociação entre frigoríficos e produtores nesta quinta-feira (30). Na semana anterior, a comercialização foi baseada no preço de R$ 3,73/kg.
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