Desempenho do frango (vivo e abatido) na 25ª semana de 2020, 3ª do mês de junho
Como se projetava, na terceira semana de junho (14 a 20), 25ª de 2020, o frango abatido registrou alta em relação à semana anterior. Mas teve duração efêmera, típica da reposição de estoques.
Assim, mal iniciada a segunda quinzena do mês, os preços registrados voltaram a retroceder. E embora os valores registrados ao final do período tenham apresentado evolução de pouco mais de 1,6% em relação ao final da semana anterior, ficaram novamente abaixo do que foi registrado um ano antes.
Como resultado, a média registrada nos dois primeiros decêndios do mês (1 a 20, 14 dias de negócios) permanece negativa em quase 5% em relação a junho de 2019.
Comparativamente ao mês anterior há uma evolução de 18,37%. Porém, é impossível ignorar que em maio passado os preços do frango abatido recuaram a um dos mais baixos patamares dos últimos dois anos.
O frango vivo (tanto o negociado em São Paulo como em Minas Gerais) também obteve reajuste de preço na terceira semana de junho (de cinco centavos no interior paulista; de 10 centavos em Minas). Mas a despeito de a demanda do período registrar visível desaceleração - como é natural em praticamente toda segunda quinzena de cada mês – o mercado permaneceu firme, porque a oferta permanece bem ajustada.
Com isso, o preço médio no mês obtido pelos produtores do interior paulista – R$3,50/kg – se encontra 16,67% e 1,74% acima dos registrados em maio passado e em junho de 2019, respectivamente.
Correspondem, também, ao melhor resultado dos últimos 13 meses, mas isso, até aqui, tem pequena valia, pois só agora se consegue alcançar valor que cobre, ainda ligeiramente, o custo de produção.
Além disso – e apenas como curiosidade – vale notar que a valorização do frango vivo neste mês vem sendo mínima quando comparada à do abatido (vide gráfico abaixo). Ou seja: em relação ao encerramento de maio, a ave viva completa o segundo decêndio de junho com uma valorização de 9%. Já a valorização do frango abatido no mesmo chega aos 27%.
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