FAO: preço dos alimentos segue em alta e - ao menos desta vez - carne de frango acompanha
Depois de, três meses atrás (maio), retroceder ao pior resultado dos últimos quatro anos, em julho o Índice de Preços da FAO para os alimentos (FFPI, na sigla em inglês) prosseguiu no processo de recuperação de preço iniciado no mês anterior. Nada, porém, que alterasse de forma significativa o ritmo de retração que vem sendo observado desde o início de 2020, ou seja, desde antes da pandemia.
Abrindo a segunda metade do ano, em julho passado os preços dos alimentos registraram alta de pouco mais de 1%, retornando aos 94,2 pontos, mesmo resultado observado em maio do ano anterior
Mas, novamente, o aumento não foi acompanhado pelas carnes, que sofreram a sétima redução consecutiva de 2020, recuando aos 93 pontos (2014/2016: 100 pontos). No caso, sofreram queda de quase 2% em um mês, de 9,2% em um ano e de 12,78% só neste ano, retrocedendo ao menor valor dos últimos 18 meses.
De acordo com a FAO, apresentaram redução de preço no mês as carnes bovina e suína, pois – a despeito das interrupções no abate, no processamento e na logística exportadora, todas ocasionadas pela Covid-19 – o volume disponibilizado internacionalmente se manteve acima dos interesses importadores.
Já a carne de frango, após cinco meses consecutivos de preços declinantes, experimentou ligeira alta. Desempenho que – de acordo com a FAO – reflete a redução na produção brasileira, afetada a um só tempo pela indefinição do mercado futuro (outro efeito da pandemia) e pelos altos custos de alimentação das aves.
0 comentário
Custo de produção do frango sobe no Paraná e do suíno recua em Santa Catarina em junho
Ovos/Cepea: Menor demanda aproxima preços de ovos brancos e vermelhos
Suíno/Cepea: Poder de compra do suinocultor paulista recua
Condenações de carcaça na avicultura podem gerar prejuízos de até R$3 bi/ano ao setor
Ovos/Cepea: Novamente impulsionados pelo mercado chileno, embarques são recordes
Frango/Cepea: Mesmo com desafios geopolíticos, exportações são recordes no 1º semestre