Surto de gripe aviária atinge 20% dos distritos do Japão

O pior surto de gripe aviária de todos os tempos no Japão se espalhou para uma nova área e agora afeta quase 20% dos 47 distritos do país, com autoridades ordenando abates em massa após a morte de aves em duas fazendas.
Mais de 370.000 cabeças de aves serão abatidas e enterradas depois que a gripe aviária foi descoberta em duas fazendas de criação na cidade de Mimasaka, na prefeitura de Okayama, no sudoeste do Japão, disse o ministério da agricultura na sexta-feira (10).
A gripe aviária altamente patogênica, um subtipo H5 provavelmente trazido por aves migratórias da Ásia ou da Europa, se espalhou para nove das 47 prefeituras do Japão, com quase 3 milhões de aves abatidas até o momento, um número recorde.
Todas as fazendas no Japão foram obrigadas a desinfetar as instalações e verificar os regimes de higiene, e garantir que as redes para impedir a entrada de aves selvagens sejam instaladas adequadamente, disseram funcionários do Ministério da Agricultura à Reuters esta semana.
O governo está pedindo vigilância extra devido ao crescente número de infecções no Japão e na Europa, que está à beira de um surto. O Japão suspendeu as importações de aves de sete países, incluindo a Alemanha.
O pior surto no Japão desde pelo menos 2016 começou no mês passado na prefeitura de Kagawa, na ilha de Shikoku.
O Japão teve uma população de frangos de corte de 138 milhões de cabeças no ano passado, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
0 comentário
Suinocultura no Reino Unido enfrenta entraves regulatórios e pressão social
Peste Suína Africana leva Filipinas a suspender importações de carne suína de Taiwan
Quaresma mantém preços do suíno pressionados e mercado segue cauteloso em abril
Guerra eleva custos e pressiona preços na avicultura do Paraná
36ª Reunião Anual do CBNA vai debater como avanços da inteligência artificial na avicultura permite prever problemas antes de sinais clínicos
Feira AgroExperts em Boituva reúne cadeia de aves e suínos para discutir sanidade e produtividade