Desempenho do frango (vivo e abatido) na 18ª semana de 2021, primeira de maio
Fato raro no setor há um bom tempo, a semana do Dia das Mães (primeira de maio, 18ª de 2021) mais do que correspondeu às expectativas do setor, pois registrou os melhores resultados de todos os tempos. E tanto para a ave viva como para a abatida.
É verdade que o frango abatido, após abertura em alta logo no primeiro dia da semana, viu seus preços se estabilizarem no restante do período, alcançando aquele que pode ter sido o pico de preços de maio. Mesmo assim obtém em maio valor médio perto de 10% superior ao de abril, enquanto em relação a maio de 2020 o incremento ultrapassa os 86%. Terminou a semana ao preço médio de R$6,40/kg.
Curiosamente, frango vivo e abatido registraram praticamente o mesmo índice de aumento de preço de uma semana para outra (isto é, da última de abril para a primeira de maio. Ou, respectivamente, 1,04% e 1,02%. Mas enquanto abatido registrou apenas um reajuste (na segunda-feira), o vivo obteve duas correções quase sucessivas (na segunda e na quarta), completando o período cotado a R$5,30/kg.
Com esse valor, o frango vivo registra variação mensal ligeiramente melhor que a do abatido: incremento de 10,20%. Mas o desempenho se inverte quando a base de comparação é maio de 2020, pois, frente a uma valorização de 88% do frango abatido, a do vivo se encontra em pouco mais de 75%.
Tal diferença deixa a impressão de que o frango abatido vem experimentando valorização melhor que a da ave viva. Mas não é bem assim. É que um ano atrás, com o isolamento social imposto pela pandemia, a situação do frango abatido ficou muito pior que a do vivo. Quer dizer: na prática, a recuperação de preços vem sendo muito similar.
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