Preço do frango exportado: em recuperação, sim, mas ainda longe dos recordes do triênio 2012/2014
Aparentemente, a carne de frango in natura exportada pelo Brasil nunca apresentou valorização tão significativa quanto a registrada com o mundo envolto na pandemia de Covid-19.
Independente de, um ano atrás, os preços do produto estarem “no fundo do poço”, nos 12 meses encerrados em julho passado experimentaram valorização quase contínua e agora acumulam valorização de 30%. Anteriormente, os maiores incrementos do gênero haviam sido registrados em 2013 e 2019, exercícios em que a melhora de preço (sempre considerado o mês de julho) foi de 11% e 19%, respectivamente.
Ainda assim, a média registrada nos primeiros sete meses de 2021 permanece apenas como o sétimo melhor resultado dos últimos 10 anos, ficando acima, apenas, do que foi registrado em 2016, 2018 e 2020 – este último, por sinal, o pior desempenho da década analisada.
Em outras palavras, ainda que neste ano (sete primeiros meses de 2021) o preço médio alcançado pela carne de frango in natura apresente valorização próxima de 10% sobre a média anual de 2020, permanecemos entre 18% e 20% aquém dos recordes registrados entre 2012 e 2014.
Naturalmente, isso não significa que os preços em moeda brasileira também tenham recuado. Pelo contrário, considerada a valorização do dólar, constata-se que os atuais preços de exportação, já deflacionados, se encontram pelo menos 40% acima dos registrados no recorde de 2013.
Apesar, porém, das aparências, o ganho não chega a ser excepcional, pois, no mesmo espaço de tempo, os preços internos do frango vivo registraram incremento (valor real) de cerca de 34%.
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