Importação de carne suína pela China deve aumentar em 2022, mas BR deve olhar para outros mercados, aponta Itaú BBA

Publicado em 09/12/2021 10:40 130 exibições
Mercado interno deve ter desafios para sustentar os preços no início do ano, com abates em alta e baixa demanda sazonal

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Apesar da perspectiva do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) de que as importações de carne suína por parte da China devam aumentar 250 mil toneladas em 2022, crescimento de 5,6% em relação a este ano, atingindo 4,75 milhões de toneladas, análise do Itaú BBA pontua que o Brasil deve aproveitar oportunidades com outros parceiros comerciais.

O reporte do banco ressalta que o desequilíbrio na oferta de carne suína no gicante asiático em 2020 e 2021, gerado pelos vários casos de Peste Suína Africana, já não é tão evidente agora, e registros mostram que o total importado pelos chineses desde maio vem se mostrando menor em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A ampliação de vendas de carne suína do Brasil para outros destinos é considerada como "muito positiva" caso a China desacelere as compras. "O enfrentamento da PSA principalmente na Ásia e na Europa tem aberto oportunidades para a exportação brasileira ao Vietnã, Filipinas e Rússia, além de bons crescimentos para o Chile, Argentina, Uruguai e até para o Japão e os EUA. O novo caso detectado de PSA na Alemanha em criação comercial deve dificultar as negociações para a retomada do mercado chinês", pontua o relatório.

Um dos pontos positivos foi o recente anúncio da Rússia sobre a habilitação de 12 plantas frigoríficas brasileiras,sendo 9 de carne suína, retirando restrições que estavam em vigor desde 2017. O embargo dizia respeito a alegações russas sobre o uso de ractopamina na alimentação dos animais, o anúncio da retomada ocorreu após a visita da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, ao país.

No mercado interno, o Itaú BBA prospecta que até o encerramento de 2021 o andamento do mercado de suínos no Brasil, não deve sofrer grandes alterações, com o mercado interno comprador ajudando no escoamento da produção. Entretanto, após a virada, a demanda interna normalmente esfria e, com os abates em ritmo elevado, o desafio será maior para a sustentação dos preços.
 

Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas + Itaú BBA

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