Influenza aviária: Itaú BBA destaca possível "novo entendimento" sobre a doença para manutenção do comércio global de carne de frango
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De acordo com análise divulgada na tarde desta quarta-feira (22) pelo banco Itaú BBA, diante da propagação de casos de influenza aviária na América do Sul, é importante que as empresas brasileiras que exportam produtos avícolas mantenham diálogo com seus clientes no exterior para antecipar e entender quais seriam as possíveis reações do mercado caso a doença atinja granjas comerciais no Brasil. O país não conta com nenhuma ocorrência da doença até esta data.
Vale lembrar que, até o momento, há oito países da América do Sul que registraram casos de gripe aviária, sendo que seis deles fazem fronteira com o Brasil (Chile, Equador, Bolívia (fronteira), Colômbia (fronteira), Peru (fronteira), Venezuela (fronteira), Uruguai (fronteira), Argentina (fronteira).
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Na última semana foram divulgadas as ocorrências mais recentes na América do Sul, na Argentina e no Uruguai. Este último, segundo o reporte do banco, acendeu um alerta, uma vez que a área do foco de influenza aviária está a cerca de 160km de distância da região Sul do Brasil. É justamente o Sul do país onde se concentra 61% dos abates de aves de corte, divididos em 35% no Paraná, 13% no Rio Grande do Sul e 13% em Santa Catarina.
Os analistas do banco relatam o exemplo dos Estados Unidos, local onde a influenza aviária vem causando prejuízos desde o ano passado, elevando preços de carne de aves e com relatos de redução na oferta de ovos. O país é o segundo maios exportador global de carne de frango, e mesmo assim, as vendas internacionais não foram embargadas, "dada a regionalização acordada, o que não quer dizer necessariamente que algo semelhante ocorrerá automaticamente com o Brasil, mas é uma experiência interessante", complementa a análise.
Pontuando que, somados, Estados Unidos, União Europeia e Brasil representam 70% do total de carne de frango que é exportada, sendo a proteína brasileira 33% nesta fatia, o Itaú BBA destaca que, para que exista continuidade do comércio global e pela falta de opções aos países compradores, será necessário que haja "um novo entendimento sobre a convivência com o problema e continuidade do comércio internacional".
Na última semana foram divulgadas as ocorrências mais recentes na América do Sul, na Argentina e no Uruguai. Este último, segundo o reporte do banco, acendeu um alerta, uma vez que a área do foco de influenza aviária está a cerca de 160km de distância da região Sul do Brasil. É justamente o Sul do país onde se concentra 61% dos abates de aves de corte, divididos em 35% no Paraná, 13% no Rio Grande do Sul e 13% em Santa Catarina.
"Em tese, pela normativa da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a ocorrência de gripe aviária em aves silvestres ou criações de subsistência não justifica restrições ao comércio internacional. Ou seja, se assim ocorresse, o Brasil não perderia o status de livre de gripe aviária. Já se o foco ocorrer em granjas comerciais de frangos de corte ou ovos isso poderia levar ao fechamento de mercados externos com consequências maiores ao setor produtivo", informou o Itaú BBA, em análise.
Ainda conforme descrito pela análise da instituição financeira, é de extrema importância que os produtores sejam incentivados a notificarem possíveis ocorrências da doença o mais rápido possível às autoridades locais. Como exemplo, o Itaú BBA cita a forma com a qual a China lidou com a Peste Suína Africana que, com casos subnotificados, se espalhou de forma acelerada, gerando perdas imensas. Da mesma maneira, ainda que o período de pico de passagem de aves migratórias pelo Brasil seja até abril, os analistas recomendam que o estado de vigilância seja mantido posteriormente.
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