Queda no preço do suíno marca início de julho no mercado independente
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Nesta quinta-feira (10), a comercialização dos suínos no mercado independente registrou desvalorizações nas principais praças acompanhadas pelo Notícias Agrícolas. O mercado iniciou a primeira quinzena com queda nos preços já que os preços do varejo e do atacado estão enfraquecidos.
De acordo com o Analista de Mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado vem apresentando preços acomodados e lateralizados desde a segunda quinzena de junho. “Iniciamos a primeira quinzena com expectativa de recuperação de preços tanto para o vivo quanto para o atacado”, destacou.
O analista ainda reportou que o destaque do ano para o setor são as exportações, que estão registrando recordes. “O desempenho das exportações tem sido fantástico e estamos vendo um crescimento muito importante em termos de receita e volume embarcado, isso faz toda a diferença para o setor”, reportou ao Notícias Agrícolas.
De acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço dos suínos no estado de São Paulo teve queda de 2,45% e está em R$ 8,75/kg, sendo que na semana passada estava em R$ 08,97/kg vivo.
“Os preços registraram uma queda de R$ 4,00 por arroba em função da disputa entre o preço do abatido e a carcaça, principalmente nos dois mercados atacadista e varejo. O mercado está andando de lado ”, comentou Valdomiro Ferreira, Presidente da APCS.
A liderança paulista pontuou que é importante ficar atento ao peso dos animais e que os suinocultores não devem segurar os animais esperando por preços melhores. “Não segurem os animais e conforme os acordos com os compradores vá vendendo independentemente de preço. Precisamos passar por esses próximos 15 dias para uma possível retomada de preços”, destacou Ferreira.
No mercado mineiro, o valor do animal também apresentou desvalorização de 3,53% em que passou de R$ 08,50/kg vivo visto na semana anterior para R$ 8,20/kg no fechamento desta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).
"Com o varejo e o atacado enfraquecidos, a reação do mercado foi automática: os preços recuaram até o produtor. A lógica é simples — sem sustentação à frente, não há como manter o valor. O mercado responde aos fatos.", disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles.
Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal também registrou queda de 1,21% nesta semana, em que os preços passaram de R$ 8,25/kg para R$ 8,15/kg.
O Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, apontou que o estado também registrou desvalorização nesta semana. “Podemos pontuar que isso já é um efeito das tarifas do Trump, pois está tendo muitas especulações e as indústrias ficaram retraídas com os possíveis impactos”, concluiu.
A liderança de Santa Catarina ainda ressalta que não é normal quedas para o início de mês, em que a demanda está aquecida com o pagamento dos salários. Por outro lado, os produtores tem que ficar atentos aos custos de produção que estão favoráveis aos suinocultores com o milho pressionado.
“Vamos ver como o mercado vai se comportar após a definição das tarifas impostas pelos EUA e se vai chegar em uma resolução considerável”, informou ao Notícias Agrícolas.
No Paraná, Considerando a média semanal (entre os dias 03/07/2025 a 09/07/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve alta de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,25. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou alta de 2,60% em relação à semana do dia 11/06/2025.
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