Suínos, aves, peixes, florestas e bovinos: diálogo entre iniciativas pública e privada fortalece produção em MS
O governador Eduardo Riedel cumpriu agenda de trabalho nesta quinta-feira (16) na Expogrande, em Campo Grande, com atendimento no chamado gabinete itinerante instalado no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Promovida pela Acrissul, a edição de número 86 da Expogrande reúne atividades como leilões, palestras técnicas, cursos e workshops, lazer, entretenimento, gastronomia, shows musicais e exposição de produtos de diversas cadeias do agronegócio, além dos setores industrial e de serviços.
Ao longo da tarde o governador participou de uma série de reuniões setoriais no estande da Semadesc, com foco no fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas e na atração de investimentos.
A primeira reunião foi com a Asumas (Associação Sul-Matogrossense de Suinocultores), com pautas que incluíram o balanço do programa Leitão Vida, a evolução do Programa Asumas de Sustentabilidade, além de temas como formação profissional, infraestrutura, logística, produção, atração de investimentos e questões ambientais e regulatórias.
A suinocultura de Mato Grosso do Sul consolidou-se ao longo de 2025 como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio estadual, com mais de 300 granjas em operação, 121 mil matrizes e mais de 3,6 milhões de suínos abatidos, além de gerar cerca de 32 mil empregos diretos. O Estado exportou mais de 20 mil toneladas de carne suína no acumulado de 2025, com crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
Em seguida, ocorreu o encontro com a Avimasul (Associação de Avicultura de Mato Grosso do Sul), com discussão sobre o balanço do programa Frango Vida, organização do setor e prioridades para o desenvolvimento, além da entrega do convite oficial para o 5º Fórum Avimasul.
Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou a movimentação de 177,1 milhões de frangos para abate, com leve crescimento em relação ao ano anterior e expansão significativa na comparação com 2017.
Na sequência, Riedel e lideranças da piscicultura se reuniram para discutir pautas que incluíram o projeto do Centro Multiuso de Pesquisas em Peixes Nativos, além do termo de cooperação técnica entre Embrapa Aquicultura, UEMS e Semadesc.
Outro assunto importante discutido foi a capacitação e instrumentalização de profissionais da Iagro e da Agraer. Também foi tratado o incentivo de ICMS da energia elétrica para a piscicultura. O programa Peixe Vida também entrou em discussão.
Atualmente, o Estado produziu aproximadamente 53 mil toneladas de peixes em 2025, com políticas voltadas à equidade tributária e incentivo à atividade. Ainda assim, o setor enfrentou desafios como baixo investimento em pesquisa genética, custos elevados de energia e ração, além da entrada de produtos clandestinos de outros estados.
Os dados do programa indicaram que Mato Grosso do Sul possui 3.324 hectares de piscicultura, com mais de 10 mil viveiros e 2.456 tanques-rede, concentrados em municípios como Terenos, Mundo Novo, Paranaíba e Aparecida do Taboado. O modelo de incentivos incluiu isenção de ICMS em operações internas e redução da carga tributária em operações interestaduais.
A agenda seguiu com a reunião sobre o programa Novilho Precoce, com apresentação de balanço e impactos na pecuária de corte no Estado.
Encerrando os encontros, o governador se reuniu com representantes do Reflore MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), que trouxeram pautas como atualização do sistema MS Agrodata, dados do setor florestal, novos usos das florestas e questões de infraestrutura, com destaque para a MS-320.
Após as reuniões de trabalho, o governador destacou a importância do contato direto com os diferentes segmentos do setor produtivo como ferramenta para orientar políticas públicas e acompanhar de perto as demandas e desafios de cada cadeia.
“É sempre muito importante estar próximo, conversando com os diferentes setores das cadeias produtivas. Esse contato direto permite perceber a evolução de cada segmento, entender suas demandas em relação às políticas públicas e identificar os desafios específicos. É a partir desse diálogo que conseguimos orientar melhor as ações e saber o que precisa ser feito para fortalecer o setor produtivo”, avaliou.
Além de técnicos do Governo do Estado, as reuniões foram acompanhadas do secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez Ramos, do secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), Artur Falcette, da senadora Tereza Cristina e demais parlamentares e dirigentes de entidades do setor produtivo rural.
A participação do governador na Expogrande reforçou a estratégia do governo estadual de manter diálogo direto com os setores produtivos, acompanhar demandas específicas de cada cadeia e articular políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e fortalecimento da competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.
“Pudemos nos reunir com vários setores produtivos, como leite, grãos, floresta plantada, piscicultura, suinocultura e pecuária de corte. É impressionante como cada uma dessas cadeias envolve um movimento muito grande de demandas e necessidades. Também tivemos uma discussão importante sobre a competitividade do Estado, diante de uma série de mudanças no sistema tributário brasileiro, e sobre como o Estado tem apoiado essas cadeias, especialmente com a industrialização, que tem mudado o perfil econômico de Mato Grosso do Sul”.
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