Suinocultura no RS: preços oscilam e custos de produção seguem pressionando o produtor
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A mais recente pesquisa semanal da cotação do suíno, milho e farelo de soja no Rio Grande do Sul revelou oscilações importantes nos preços pagos aos produtores, refletindo o cenário atual da suinocultura no estado. Os dados mostram diferenças entre sistemas integrados e independentes, além da influência direta dos custos de alimentação.
O levantamento envolve cooperativas, agroindústrias e produtores independentes, destacando como o mercado vem se comportando diante das variações nos insumos. A análise busca orientar os pecuaristas na tomada de decisão, principalmente em um momento de margens apertadas.
Os números indicam que o preço do suíno vivo apresentou variações ao longo da semana, com valores entre R$ 5,79 e R$ 6,42 por quilo. Já o suíno independente foi cotado a R$ 6,88/kg vivo, mostrando uma diferença relevante em relação ao sistema integrado.
No caso dos leitões, os preços também variaram conforme a empresa e o modelo de integração. A Aurora/Cooperalfa registrou valores de R$ 1.885,00 para leitões de 6 a 22 quilos, enquanto a Alibem apresentou base de R$ 1.815,00. Já a Dália Alimentos/Cosuel indicou cotação de R$ 1.100,00 para leitões, evidenciando diferenças significativas entre as empresas. Esses números mostram que o mercado segue competitivo e exige atenção constante dos produtores.
Custos de alimentação seguem como principal desafio
O milho, principal insumo na alimentação dos suínos, foi cotado em torno de R$ 66,00 a R$ 66,33 por saca, considerando o preço pago pelos suinocultores. Esse valor mantém pressão sobre os custos de produção, já que a alimentação representa grande parte das despesas na atividade. Pequenas variações no preço do grão já impactam diretamente a rentabilidade do produtor. Por isso, acompanhar essas oscilações é fundamental para ajustar estratégias.
O farelo de soja, outro componente essencial da ração, apresentou preços entre R$ 900,00 e R$ 1.000,00 por tonelada, no mercado à vista (FOB indústria). Esse patamar ainda é considerado elevado por muitos produtores, especialmente quando comparado aos preços históricos. A combinação entre milho e farelo caro reduz a margem e exige maior eficiência produtiva. Muitos pecuaristas têm buscado alternativas para otimizar o uso da ração.
Diante desse cenário, o custo de produção segue como o principal fator de preocupação na suinocultura gaúcha. Mesmo quando há melhora no preço do suíno, o impacto dos insumos pode anular os ganhos. Por isso, a gestão eficiente da propriedade se torna ainda mais importante. Controlar desperdícios e melhorar índices zootécnicos são estratégias cada vez mais adotadas.
Com informações do levantamento semanal da ACSURS
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