Aditivo natural na ração acelera ganho de peso e melhora carcaça de suínos, aponta estudo

Publicado em 29/06/2026 11:38
Pesquisa internacional indica avanço em desempenho e microbiota com uso de fitobiótico-prebiótico na terminação.

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O estudo “Phytobiotic-prebiotic feed additive containing a combination of carob pulp, chicory, and fenugreek improves growth performance, carcass traits, and fecal microbiota of fattening pigs”, publicado na revista Animals (MDPI, 2023), indica que a inclusão de um aditivo de origem vegetal na dieta de suínos pode elevar o desempenho zootécnico, melhorar o rendimento de carcaça e favorecer o equilíbrio da microbiota intestinal em animais na fase de terminação.

Os resultados foram observados ao longo de 70 dias sob condições experimentais controladas. A proposta avaliou uma combinação de polpa de alfarroba, chicória e sementes de feno-grego como alternativa nutricional. O foco esteve na resposta produtiva, na qualidade final da carcaça e no ambiente intestinal dos animais.

Foram utilizados 329 suínos mestiços com peso médio inicial de 32,7 kg. A divisão experimental separou um grupo controle e outro com suplementação do aditivo na ração. O protocolo incluiu consumo alimentar monitorado e acompanhamento do ganho de peso até o abate. A avaliação final considerou o sistema S-EUROP para classificação de carcaças. Amostras fecais também foram coletadas para análise do perfil microbiano intestinal. O desenho experimental buscou relacionar desempenho produtivo com saúde digestiva.

Ganho de peso mais eficiente e melhor conversão alimentar

Os dados mostram aumento no ganho médio diário no grupo suplementado. A conversão alimentar também apresentou melhora, indicando maior eficiência no uso da ração. Na prática, menos alimento foi necessário para gerar mais peso final.

O desempenho sugere melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis na dieta. Os autores associam esse efeito à ação combinada dos compostos vegetais no trato digestivo. A resposta produtiva reforça o interesse por soluções funcionais na nutrição animal.

“Os animais suplementados apresentaram melhora significativa no crescimento”, relatam os pesquisadores do estudo. O resultado aparece como um dos principais destaques do experimento. A interpretação aponta ligação direta com o ambiente intestinal mais estável.

Carcaça mais valorizada e melhor padrão industrial

A análise S-EUROP indicou melhora na qualidade de carcaça do grupo tratado. Houve avanços na conformação muscular e no equilíbrio entre tecido magro e gordura. Esse conjunto influencia diretamente a remuneração no momento do abate.

O estudo destaca que o ganho não se limita ao peso final. A qualidade do produto entregue ao  O grupo suplementado apresentou padrão mais valorizado dentro dos critérios industriais.

Esse tipo de resultado impacta a rentabilidade por lote produzido. A eficiência passa a ser medida também pela qualidade da carcaça, não apenas pelo crescimento. A nutrição funcional surge como ferramenta de ajuste fino no sistema produtivo.

Microbiota intestinal como eixo do desempenho

O estudo registrou mudanças relevantes no perfil bacteriano intestinal. Houve aumento de microrganismos associados a efeitos benéficos, como Lactobacillus e Bifidobacterium.
Em paralelo, observou-se redução de grupos ligados a distúrbios digestivos.

Essa reorganização microbiana favorece maior estabilidade do sistema digestivo. Os compostos vegetais atuam como moduladores do ambiente intestinal, segundo os autores.
O resultado reflete diretamente no aproveitamento dos nutrientes da dieta.

“Os dados indicam melhora no perfil microbiano e na saúde digestiva”, afirmam os pesquisadores. A conclusão conecta intestino equilibrado a melhor desempenho zootécnico. O estudo reforça o papel central da microbiota na eficiência produtiva.

Implicações para a suinocultura de terminação

A publicação na Animals (MDPI, 2023) aponta potencial de uso de aditivos vegetais na produção intensiva. O conjunto de resultados envolve ganho de desempenho, eficiência alimentar e melhoria de carcaça. O cenário ganha relevância diante do custo elevado das dietas na suinocultura.

Os autores observam tendência de redução do uso de promotores tradicionais de crescimento.
Soluções naturais passam a ocupar espaço em formulações comerciais. Ainda assim, o efeito depende de manejo, genética e ambiente produtivo.

O estudo reforça potencial, mas não substitui validação em escala comercial. A aplicação prática exige adaptação às condições de cada sistema de produção. O setor avança para modelos mais técnicos, com foco em eficiência e equilíbrio produtivo.

 

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Por:
Michelle Jardim
Fonte:
Notícias Agrícolas

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