Excesso de chuvas preocupa triticultores de Guarapuava/PR
Publicado em 07/11/2012 10:58
As adversidades climáticas permanecem prejudicando a produção agrícola brasileira. Enquanto, muitos estados estão atrasados com o plantio da safra de soja 2012/13, outros sofrem com o excesso de chuvas que dificultam o plantio e a colheita.
Na região de Guarapuava, no Paraná, os produtores rurais que iniciaram a colheita de trigo já estão preocupados com o volume de chuvas. Para o 2º vice-presidente do Sindicato Rural do município, Anton Gora, a produtividade do cereal ainda está boa, mas se as pancadas de chuvas se prolongarem pelos próximos dias, a qualidade do trigo pode ser danificada.
Segundo boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná, divulgado nesta quarta-feira (07), em todo o estado, o segundo produtor nacional de trigo, a colheita atingiu o percentual de 88%.
As condições das lavouras de trigo dividem-se em boas 57%, médias 32% e ruins 11%. Já a comercialização alcançou o patamar de 36% no estado. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a safra paranaense reduziu cerca de 12,5% em comparação com a safra anterior.
A previsão de produção de trigo para o estado é de 2.123.805 toneladas, em uma área plantada de 760.319 hectares e um rendimento médio de 2.793 kg/ha, conforme indicou o levantamento. As produções dos Estados do Rio Grande do Sul (51,1%) e do Paraná (40,3%) correspondem a 91,4% da produção nacional.
Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp?
Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal
0 comentário
"Não falta grão, falta fazê-lo chegar”: logística global acende alerta e expõe fragilidade no abastecimento dos grãos
Plantio do arroz chega a 15,5% e mais que dobra ritmo de 2025; chuvas interrompem avanço no RS
Chuva chegou tarde demais para ajudar nas safras de verão da UE, diz Mars
Feijão/Cepea: Feijão-preto lidera altas; carioca também se valoriza
Com oferta menor do que a demanda, preços do feijão sobem e se consolidam na faixa dos R$ 300, patamar recorde para setembro
SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende previsibilidade e redução de custos na cadeia produtiva de arroz