Argentina vê menor fluxo de caminhões com grãos nos portos em 22 anos
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BUENOS AIRES (Reuters) - O principal porto de grãos da Argentina está vendo o menor número de caminhões com soja e milho em pelo menos 22 anos, disse a bolsa de grãos de Rosário nesta sexta-feira, depois que uma seca histórica afetou a produção das duas principais safras.
O país sul-americano é tradicionalmente o maior exportador mundial de óleo de soja e farelo, ainda que nesta safra veja sua liderança sendo ameaçada pelo Brasil, devido aos impactos da seca. A Argentina também é o terceiro maior exportador mundial de milho e um importante produtor de trigo.
A bolsa de grãos de Rosário informou em relatório que cerca de 280 mil caminhões com soja e milho entraram no porto no período de março a maio, menos da metade do número no mesmo período de 2022 e 62% abaixo da média dos últimos cinco anos.
A grande maioria da produção de grãos da Argentina é transportada por caminhão e cerca de três quartos dela passa pelos portos fluviais de Rosario.
A bolsa disse que a queda nos caminhões foi ainda mais pronunciada para o milho, em parte devido a uma colheita atrasada.
A bolsa acrescentou que as importações de soja nos primeiros quatro meses do ano atingiram um recorde para o período de mais de 3 milhões de toneladas, já que as plantas de esmagamento do país procuram reduzir a capacidade ociosa usando o produto importado.
A bolsa de Rosario estima a produção de soja 2022/23 em 21,5 milhões de toneladas, uma queda de 49% em relação à temporada anterior devido à seca. Para o milho, a previsão é de 32 milhões de toneladas, queda de 37% em relação à temporada anterior.
(Reportagem de Adam Jourdan)
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