Chuvas promovem alta de 56% no preço do feijão
Publicado em 31/03/2010 08:47
e atualizado em 31/03/2010 10:02
Chuvas promovem alta de 56% no preço do feijão. Leguminosa começou o mês com preço médio de R$ 54,16; esta semana valor já está em R$ 135 a saca no campo... Leia mais
A saca de feijão carioca subiu 56% neste mês de março, segundo a cotação diária de preços de produtos agropecuários publicada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). No dia primeiro do mês, a saca de 60 quilos do feijão carioca variou entre R$ 40 e R$ 80, com média de R$ 54,16. Ontem, o preço ficou entre o mínimo de R$ 65 e o máximo de R$ 160, em Umuarama, com média de R$ 84,75. Se for considerado apenas o preço máximo do mês, o aumento será de exatos 100%.
O empresário João Piratelo, proprietário de uma máquina de beneficiamento de feijão, em Quatiguá (Norte Pioneiro), diz que vendia o fardo com 30 quilos do produto empacotado entre R$ 50 e R$ 55 no começo deste mês. Agora, o mesmo fardo está a R$ 85 - um aumento em torno de 60%. Piratelo destaca a oscilação nos valores do produto observada nos últimos dias influenciada pela demanda. Esta semana ele já pagou R$ 135 pela saca de feijão na roça.
Na opinião do cerealista, o aumento de preços se deve à falta de incentivo ao produtor que, em consequência, plantou pouco feijão no segundo semestre do ano passado. Ele não preferiu não fazer estimativas sobre a continuidade da alta nos preços, ''vai depender do mercado'', resumiu.
O Deral aponta dois motivos para o aumento do preço do feijão este mês. O primeiro, de acordo com o engenheiro agrônomo Otmar Hubner, é o excesso de chuva nas últimas semanas, bem no momento da colheita. A chuva, como afirma, pode causar uma redução em torno de 8% a 10% na atual safra, estimada em 292 mil toneladas no Paraná. O segundo motivo, é que o governo está comprando o produto por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF) para formar estoque regulador e forçar o aumento de preços.
Hubner diz que o preço mínimo da saca de feijão garantido pelo governo é de R$ 80,00, mas nos últimos meses o preço de mercado estava bem abaixo. O governo também incentiva a realização de leilões para melhorar a remuneração ao produtor, explica.
O aumento de preços já pode ser observado também nos supermercados. Esta semana, o preço do produto varia entre R$ 2,55 e R$ 2,79 em alguns supermercados. Segundo a pesquisa da cesta básica, coordenada pelo professor e economista Flávio Oliveira dos Santos, realizada no dia 3 deste mês, o quilo do feijão permaneceu praticamente estável com aumento de apenas 0,18%, com o preço variando entre R$ 1,59 e R$ 1,99 o quilo nos supermercados pesquisados. A média foi de R$ 1,83. Esta semana, entretanto, o produto registra elevação em torno de 45%. Santos observa que o aumento real deverá ser observado na próxima pesquisa da cesta básica a ser realizada no começo de abril.
O empresário João Piratelo, proprietário de uma máquina de beneficiamento de feijão, em Quatiguá (Norte Pioneiro), diz que vendia o fardo com 30 quilos do produto empacotado entre R$ 50 e R$ 55 no começo deste mês. Agora, o mesmo fardo está a R$ 85 - um aumento em torno de 60%. Piratelo destaca a oscilação nos valores do produto observada nos últimos dias influenciada pela demanda. Esta semana ele já pagou R$ 135 pela saca de feijão na roça.
Na opinião do cerealista, o aumento de preços se deve à falta de incentivo ao produtor que, em consequência, plantou pouco feijão no segundo semestre do ano passado. Ele não preferiu não fazer estimativas sobre a continuidade da alta nos preços, ''vai depender do mercado'', resumiu.
O Deral aponta dois motivos para o aumento do preço do feijão este mês. O primeiro, de acordo com o engenheiro agrônomo Otmar Hubner, é o excesso de chuva nas últimas semanas, bem no momento da colheita. A chuva, como afirma, pode causar uma redução em torno de 8% a 10% na atual safra, estimada em 292 mil toneladas no Paraná. O segundo motivo, é que o governo está comprando o produto por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF) para formar estoque regulador e forçar o aumento de preços.
Hubner diz que o preço mínimo da saca de feijão garantido pelo governo é de R$ 80,00, mas nos últimos meses o preço de mercado estava bem abaixo. O governo também incentiva a realização de leilões para melhorar a remuneração ao produtor, explica.
O aumento de preços já pode ser observado também nos supermercados. Esta semana, o preço do produto varia entre R$ 2,55 e R$ 2,79 em alguns supermercados. Segundo a pesquisa da cesta básica, coordenada pelo professor e economista Flávio Oliveira dos Santos, realizada no dia 3 deste mês, o quilo do feijão permaneceu praticamente estável com aumento de apenas 0,18%, com o preço variando entre R$ 1,59 e R$ 1,99 o quilo nos supermercados pesquisados. A média foi de R$ 1,83. Esta semana, entretanto, o produto registra elevação em torno de 45%. Santos observa que o aumento real deverá ser observado na próxima pesquisa da cesta básica a ser realizada no começo de abril.
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Fonte:
Folha de Londrina
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