Região do Jaíba é identificada como importante produtora de frutas em Minas
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), publicou a portaria nº 1.968/2020, que identifica a região do Jaíba como produtora de frutas. Agora, o pedido de indicação geográfica vai ser enviado para avaliação do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A região do Jaíba, com o auxílio de trabalhos de empresas como a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), tem se tornado referência na produção de frutas com novas tecnologias de cultivo.
O estudo, realizado por Welge e Gonçalves Advogados Associados e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), reconheceu o potencial econômico da exploração comercial da região e, principalmente, a valorização social, já que a fruticultura é fonte de recursos financeiros para as famílias locais.
Para o reconhecimento da região, o IMA também considerou a área, a condição climática e a tradição na produção de frutas com excelência. “É um prazer auxiliar a Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) neste justo pleito para obtenção da indicação geográfica, visto que ela poderá potencializar ainda mais os produtos, trazendo mais qualidade, reconhecimento e acesso a novos mercados”, disse o gerente de Certificação do IMA, o engenheiro agrônomo Rogério Fernandes.
Nilde Lage, presidente da Abanorte, reconhece o trabalho dos fruticultores do Norte de Minas. “É uma grande conquista para a Abanorte! Agradecemos a parceria do IMA”, comemora.
Uso racional da água no Projeto Jaíba
A região do Jaíba, no Norte de Minas, envolve uma área de 18 mil km² e abrange os municípios de Jaíba, Janaúba, Matias Cardoso, Porteirinha, Nova Porteirinha, Verdelândia, Pedras de Maria da Cruz, Capitão Enéas e parte dos municípios de São Francisco, Januária, Itacarambi, Manga e Montes Claros.
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Na região, o governo de Minas Gerais, em parceria com empresas e instituições, realiza o Projeto Jaíba, maior plano de colonização e irrigação da América Latina. Entre as empresas parceiras, a EPAMIG se destaca em pesquisas para redução do uso de água em diversas fruteiras.
De acordo com a pesquisadora da EPAMIG Norte, Polyanna Oliveira, as pesquisas evoluíram bastante ao longo do tempo. Segundo ela, hoje já é possível observar manutenção da produção de frutas com qualidade e uso racional da água. “No cenário de escassez hídrica que o Norte de Minas atravessa, nossas pesquisas se voltaram para a otimização da irrigação, de forma a garantir a produtividade de diversas variedades de frutas, ao mesmo tempo em que se mantém a qualidade”, explica Polyanna.
A presidente da EPAMIG, Nilda de Fátima Soares, destaca o papel dos centros de pesquisa no desenvolvimento da fruticultura. “Existe uma gama de soluções já disponíveis e de sucesso, alternativas de produção e de melhor utilização de recursos, entre muitas outras, mas ainda temos muito a fazer. A região do Jaíba é uma área de grande potencial, mas também de grandes carências. Precisamos, cada vez mais, investir em pesquisa e voltar os olhos, especialmente dos órgãos públicos”.
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