Maçã: Exportações avançam 56% no primeiro trimestre
Nos últimos dias de março, a pandemia do novo coronavírus provocou receio dos importadores em comprar frutas brasileiras (dentre elas, a maçã), tendo em vista as incertezas quanto à demanda internacional e aos desafios logísticos. Na Índia, um dos países consumidores da maçã nacional, por exemplo, foi decretado lockdown, ou seja, suspensão total das atividades e da circulação de pessoas, a fim de reduzir a disseminação da covid-19, de acordo com diversos portais de notícias.
Entraves também têm sido observados em Bangladesh e em países da Europa, que são os maiores compradores da maçã brasileira. No primeiro país, as restrições de movimentação foram até menos severas, mas isso não impediu o congestionamento no Porto de Chattogram, segundo informações do NewAged Bangladesh. Na Europa, por sua vez, o cenário varia para cada país e produto, visto que o abastecimento não está sendo uniforme.
Vale destacar, contudo, que tais desafios não refletiram em queda das exportações de maçãs brasileiras até março. Pelo contrário: o volume embarcado no primeiro trimestre deste ano disparou – muito por influência dos calibres médio-miúdos, que impulsionaram os envios a Bangladesh. De acordo com a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os envios de maçã somaram 16 mil toneladas no período (sendo, deste total, 15 mil toneladas concentradas em março), alta de 56% frente ao primeiro trimestre de 2019. A receita, por sua vez, totalizou US$ 11 milhões (FOB), crescimento de 39% na mesma comparação. Os principais compradores no período foram: Bangladesh (absorveu 48% do volume embarcado), Índia (26%) e Rússia (11%).
PERSPECTIVAS – Se por um lado o volume colhido na campanha deste ano deve ser menor, o que poderia restringir a exportação, por outro, o perfil da maçã (calibre médio-miúdo e ótimo shelf life) está bastante adequado para boa parte dos mercados compradores. No melhor dos cenários, bons envios podem aliviar a oferta doméstica e garantir cotações mais atrativas. Porém, diante das incertezas mercadológicas causadas pela pandemia, ainda é cedo para estimar resultados para os próximos meses.
0 comentário
O papel social da cacauicultura
Produtor de cacau possui dificuldade em encontrar equilíbrio financeiro sem produtividade
Greening registra menor avanço em nove anos e SP mantém força-tarefa contra a doença
Cacau recua em Londres após atingir máxima de um ano
Indústria paraense apoia cultivo de cacau em cinturão citrícola paulista
IFPA Brasil consolida protagonismo do setor de frutas, flores, legumes e verduras na América Latina