Conab verifica maior oferta de cenoura e de cebola no atacado refletindo em queda de preços

Publicado em 17/06/2021 12:21 36 exibições
A intensificação da oferta da cebola nordestina e a maior disponibilidade da cenoura registradas nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país refletiram na queda dos preços dos produtos no atacado. É o que mostra o 6º Boletim Prohort divulgado, nesta quinta-feira (17), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que traz a média dos valores praticados em maio na comercialização das cinco principais hortaliças. Já batata e tomate não demonstraram movimento uniforme em suas cotações entre as Ceasas analisadas. Ao contrário de 2020, quando o incremento da cebola produzida no Nordeste teve início em junho, neste ano esse reforço (sobretudo da Bahia e de Pernambuco) teve início a partir do final de abril, ganhando intensidade durante o mês de maio. Neste cenário, a oferta do bulbo a partir do Nordeste teve um incremento superior a 80% no último mês se comparado com o volume de produto disponibilizado nos mercados atacadistas em abril. Esse movimento compensou a queda na produção sulista, que registrou diminuição de oferta de aproximadamente 40%, comportamento esperado para este período do ano. A partir de agora, o cenário nacional fica caracterizado pela pulverização da produção. Além do Nordeste, o Sudeste e o Centro-Oeste ganham destaque na composição da oferta nacional, diminuindo o espaço para a entrada do bulbo importado. No caso da cenoura, a maior disponibilidade do produto pode ser explicada pela alta da participação do produto originário de Minas Gerais nas Centrais avaliadas. Outro importante estado produtor que elevou os envios da hortaliça foi Goiás. As condições climáticas, principalmente o tempo seco, vêm favorecendo a produtividade e, consequentemente, a oferta desse produto. Frutas – Acompanhando o cenário de queda, banana e mamão também ficaram mais baratos no atacado em maio. Para a primeira fruta, a Companhia verificou um aumento da oferta resultando em queda nos preços em quase todos os entrepostos atacadistas. A maior redução foi registrada em Curitiba, chegando a um percentual de 30,88%. Apenas a Ceasa de Vitória, no Espírito Santo, registrou o comportamento inverso com elevação de quase 33% nas cotações. No caso do mamão, a variedade papaya (com destaque para o capixaba e o baiano) chegou a registrar maior disponibilidade de produto no mercado. A oferta do mamão formosa se situou em menores patamares. Contudo, em decorrência da menor demanda, os preços também tenderam a permanecer baixos. Outra fruta de destaque para o último mês é a laranja. Apesar de não ter registrado comportamento uniforme, os preços ficaram mais baixos em sua maioria. A queda foi verificada em sete das nove Ceasas analisadas. A oferta de laranjas precoces mais verdes pressionou negativamente os preços de outras variedades da fruta. Junto a isso, a concorrência com a tangerina poncã, a demanda mais fraca decorrente das menores temperaturas, a atividade lenta da indústria produtora de suco, entre outros fatores, contribuíram para a queda nas cotações registrada. As exportações deste produto continuam demonstrando bons resultados. Até maio deste ano já foram embarcadas 3,18 mil toneladas da fruta, volume quase 771% maior em relação ao mesmo período de 2020. Mais informações sobre a comercialização de frutas e hortaliças podem ser acessadas na íntegra do Boletim disponível no site da Companhia.

A intensificação da oferta da cebola nordestina e a maior disponibilidade da cenoura registradas nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país refletiram na queda dos preços dos produtos no atacado. É o que mostra o 6º Boletim Prohort divulgado, nesta quinta-feira (17), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que traz a média dos valores praticados em maio na comercialização das cinco principais hortaliças. Já batata e tomate não demonstraram movimento uniforme em suas cotações entre as Ceasas analisadas.

Ao contrário de 2020, quando o incremento da cebola produzida no Nordeste teve início em junho, neste ano esse reforço (sobretudo da Bahia e de Pernambuco) teve início a partir do final de abril, ganhando intensidade durante o mês de maio. Neste cenário, a oferta do bulbo a partir do Nordeste teve um incremento superior a 80% no último mês se comparado com o volume de produto disponibilizado nos mercados atacadistas em abril. Esse movimento compensou a queda na produção sulista, que registrou diminuição de oferta de aproximadamente 40%, comportamento esperado para este período do ano. A partir de agora, o cenário nacional fica caracterizado pela pulverização da produção. Além do Nordeste, o Sudeste e o Centro-Oeste ganham destaque na composição da oferta nacional, diminuindo o espaço para a entrada do bulbo importado.

No caso da cenoura, a maior disponibilidade do produto pode ser explicada pela alta da participação do produto originário de Minas Gerais nas Centrais avaliadas. Outro importante estado produtor que elevou os envios da hortaliça foi Goiás. As condições climáticas, principalmente o tempo seco, vêm favorecendo a produtividade e, consequentemente, a oferta desse produto.

Frutas – Acompanhando o cenário de queda, banana e mamão também ficaram mais baratos no atacado em maio. Para a primeira fruta, a Companhia verificou um aumento da oferta resultando em queda nos preços em quase todos os entrepostos atacadistas. A maior redução foi registrada em Curitiba, chegando a um percentual de 30,88%. Apenas a Ceasa de Vitória, no Espírito Santo, registrou o comportamento inverso com elevação de quase 33% nas cotações.

No caso do mamão, a variedade papaya (com destaque para o capixaba e o baiano) chegou a registrar maior disponibilidade de produto no mercado. A oferta do mamão formosa se situou em menores patamares. Contudo, em decorrência da menor demanda, os preços também tenderam a permanecer baixos. 

Outra fruta de destaque para o último mês é a laranja. Apesar de não ter registrado comportamento uniforme, os preços ficaram mais baixos em sua maioria. A queda foi verificada em sete das nove Ceasas analisadas. A oferta de laranjas precoces mais verdes pressionou negativamente os preços de outras variedades da fruta. Junto a isso, a concorrência com a tangerina poncã, a demanda mais fraca decorrente das menores temperaturas, a atividade lenta da indústria produtora de suco, entre outros fatores, contribuíram para a queda nas cotações registrada. As exportações deste produto continuam demonstrando bons resultados. Até maio deste ano já foram embarcadas 3,18 mil toneladas da fruta, volume quase 771% maior em relação ao mesmo período de 2020.

Mais informações sobre a comercialização de frutas e hortaliças podem ser acessadas na íntegra do Boletim disponível no site da Companhia.

Fonte:
Conab

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