Melão/Cepea: Exportações sobem significativamente em setembro
Em setembro, as exportações de melão da safra 2021/22 do Rio Grande do Norte/Ceará tiveram expressivo aumento frente a agosto, primeiro mês da campanha. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume enviado foi de 28 mil toneladas no período, alta de 951% na mesma comparação. A receita, em dólar, registrou um acréscimo ainda maior, de quase 1127%, somando pouco mais de US$ 19,5 milhões (FOB).
Segundo agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea, este aumento é comum para o período, devido ao fim da safra espanhola, principal praça exportadora à Europa – continente que representa o maior destino brasileiro. Além disso, contou como incentivo aos envios a boa taxa de câmbio, que favorece o retorno em Reais – o dólar está valorizado frente à moeda brasileira. É importante destacar, porém, que nem tudo são flores: os elevados preços do frete marítimo e da embalagem de papelão foram limitantes aos ganhos do exportador.
Apesar deste aumento frente a agosto, as exportações, em volume, foram 16% inferiores às de setembro de 2020, ainda segundo a Secex. Este cenário, por sua vez, pode ser resultado das dificuldades nas negociações com importadores neste ano, diante dos elevados custos de produção, de embalagem e do frete marítimo, que afetaram o acordo dos preços entre exportadores e importadores. Com isso, o nível das exportações de 2021 ainda não se alinhou ao do ano passado, mas a expectativa é de que siga crescendo neste mês, visto que os contratos demoraram para ser fechados, mas já foram firmados.
PRINCIPAIS DESTINOS – Os principais destinos das exportações brasileiras de melão em setembro continuaram sendo os países da Europa. A Holanda foi a primeira colocada, comprando 43% do total embarcado no período, seguida pelo Reino Unido, com 41% do total, e pela Espanha, com 8%, segundo a Secex. Cabe destacar que a Holanda, apesar de ter sido o país que mais importou melão brasileiro em setembro, teve redução de quase 20% nas compras frente ao mesmo mês do ano passado. Por outro lado, o Reino Unido, segundo maior comprador, aumentou suas importações em 5% na mesma comparação.
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