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Viticultura cresce como alternativa de diversificação em Sertão Santana

Publicado em 22/03/2022 15:04

No processo de busca de alternativas para diversificação de atividades agrícolas nas pequenas propriedades rurais, a Viticultura tem se consolidado como uma alternativa viável na região Centro Sul, em especial, em Sertão Santana. No município, nos últimos anos, além do aumento das áreas de produção de uvas, se destaca a adoção de novas tecnologias, que resultam em aumento de produtividade e melhoria da qualidade dos frutos.

A região Centro Sul, mesmo que fora da tradicional região produtora de uvas, que é a Serra gaúcha, tem a presença do cultivo da uva no seu histórico, desde a colonização. Naquela época, a produção era voltada ao autoconsumo das famílias, elaboração de vinho colonial e venda do excedente direta aos consumidores. Com o passar dos anos, a atividade vinha perdendo espaço para outras culturas, mas desde o início dos anos 2000 observa-se uma retomada, com diversas ações de fortalecimento da cadeia produtiva, desde a organização dos viticultores, assistência técnica com adoção de novas tecnologias de produção e auxílio na comercialização.

O município de Sertão Santana tem se destacado na viticultura graças ao trabalho da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com as administrações municipais e demais entidades do setor. Os avanços, nos últimos anos, ocorrem na qualificação da produção e na organização dos viticultores, que fundaram em 2011 a Cooperativa Agropecuária de Sertão Santana e implantaram a agroindústria de sucos integrais, que processa, anualmente, em torno de 80 toneladas de uva. A agroindústria tem como objetivo agregar renda ao produto e proporcionar a ampliação no acesso ao mercado consumidor, atendendo principalmente à demanda dos mercados institucionais da região.

Como se pode observar, a Emater/RS-Ascar do município se envolve em todas as etapas da cadeia produtiva e, neste momento do ano, em virtude da maturação e colheita das uvas, alerta os produtores para alguns cuidados também na pós-colheita.

Cuidados com o parreiral no pós-colheita É importante destacarmos alguns cuidados que devemos tomar do final da colheita até a queda das folhas (fase de dormência), que é o período em que as videiras seguem trabalhando para armazenar carboidratos e nutrientes, importantes para o início do próximo ciclo vegetativo.

Para que as plantas recuperem as reservas de carboidratos e nutrientes no pós-colheita, é importante manter as folhas sadias e funcionais por um maior período. Para isso, seguem algumas recomendações: continuidade dos tratamentos fitossanitários, evitando ataque de doenças nas folhas, principalmente míldio, com fungicidas à base de cobre (exemplo calda bordalesa) e também a realização de adubação, especialmente nitrogenada, podendo ser utilizada alguma fonte orgânica, por ser neste momento que o nitrogênio absorvido não migra só para as folhas, mas para toda a estrutura permanente da videira. Outra questão importante é a manutenção da cobertura no solo, com uso de adubação verde, o que protege e melhora a sua qualidade física, química e biológica.

O sucesso na diversificação de atividades consiste em um bom planejamento das ações, acompanhamento e assistência técnica, que podem ser buscados de forma gratuita, junto aos escritórios da Emater/RS-Ascar de seus municípios.

Para saber mais sobre este assunto e os serviços de apoio ao agricultor que a Emater/RS-Ascar oferece, entre em contato com o escritório mais perto de você.

Este texto integra o projeto de divulgação de ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) na região Centro-Sul.

Fonte:
Emater/RS

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