Melão/Cepea: Ritmo de exportação deve começar a reduzir em fevereiro
Em 2025, as exportações brasileiras de melão do Rio Grande do Norte/Ceará apresentaram bom desempenho em relação ao ano anterior. De acordo com o Comex Stat, ao longo de 2025 houve um acréscimo de 25% na receita, que somou US$ 231 milhões, além de um aumento de 16% no volume exportado, totalizando 283 mil toneladas. Esse crescimento ocorreu de forma gradativa, uma vez que, desde o primeiro trimestre do ano, quando ainda estava ocorrendo a safra 24/25 do RN/CE, os indicadores de exportação já se mostravam favoráveis, alcançando recordes da série histórica do Comex Stat, iniciada em 1997. Tal resultado foi consequência, principalmente, da redução das exportações da América Central (principal concorrente do Brasil), causada por entraves climáticos nos países, como chuvas, e da demanda europeia aquecida, o que levou a um aumento de 25% na receita e de 60% no volume exportado em comparação ao mesmo período de 2024. No segundo trimestre, os envios permaneceram aquecidos, mesmo durante a entressafra, em razão da redução das áreas plantadas na Espanha. Já os embarques parciais da campanha 2025/26, iniciada em agosto/25, somam até o momento 161 mil toneladas (de agosto a dezembro de 2025), com aumento de 14% frente ao mesmo período da campanha anterior e receita de US$ 138 milhões (FOB), 29% superior à registrada anteriormente. O aumento dos custos de frete no mercado interno, após a implementação das novas regras da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), levou os produtores do RN/CE a buscarem alternativas de escoamento, o que resultou na ampliação dos envios para a Europa. Esse movimento também foi favorecido pelo fim da safra espanhola, encerrada em outubro e que abriu espaço para as frutas brasileiras, além do aumento de área produzida do RN/CE na temporada. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, acredita-se que o encerramento da safra 2025/26, até o fim de março, deve continuar apresentando resultados positivos, mesmo com a redução gradual do volume produzido e exportado já a partir de fevereiro. Entretanto, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), para os próximos meses, estão previstas chuvas abaixo da média no RN/CE, e já há uma pequena parcela de lavouras que estão com os poços secos, restringindo a irrigação. Segundo produtores, por enquanto, não é algo muito significativo, mas pode agravar e afetar a produção no fim da “safra”, gerando uma maior quantidade de miúdos e podendo reduzir a produtividade na região, impactando na qualidade requerida para a exportação. Além disso, o início da safra em alguns países da América Central, como a Costa Rica, que conforme o Fresh Plaza, prevê resultados melhores frente aos anos anteriores, devido às condições climáticas mais favoráveis, pode elevar a concorrência com os melões brasileiros nos próximos meses, podendo prejudicar o escoamento nacional, principalmente durante a entressafra.
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